O Irã está reforçando suas defesas e mobilizando civis, inclusive crianças, diante da possibilidade de uma operação terrestre dos Estados Unidos em seu território.
Segundo reportagem do Wall Street Journal (WSJ), Teerã endureceu a proteção em torno de seu maior porto de exportação de petróleo, a ilha de Kharg, ao mesmo tempo em que ameaça ampliar ataques a alvos estratégicos no Golfo Pérsico caso tropas americanas desembarquem na região.
Combustíveis
Um A-10 Warthog caiu próximo ao Estreito de Ormuz aproximadamente no mesmo momento em que o Irã abateu um caça F-15E; o piloto foi resgatado em segurança
O movimento ocorre em meio ao envio de milhares de fuzileiros navais e tropas aerotransportadas dos EUA para o Oriente Médio, o que amplia o leque de opções militares de Washington.
De acordo com analistas ouvidos pelo WSJ, o regime iraniano prepara uma defesa de alto custo para um invasor, combinando mísseis, drones e táticas de guerra assimétrica.
Entre as medidas relatadas estão o reforço de sistemas de mísseis guiados, a instalação de minas na costa e de armadilhas em instalações críticas.
A Guarda Revolucionária teria ainda à disposição túneis fortificados em ilhas estratégicas, de onde poderia lançar enxames de drones e mísseis antiaéreos portáteis contra forças dos EUA e de Israel.
O jornal destaca que Teerã também ameaça espalhar o conflito, elevando o custo político e econômico de uma ofensiva.
Autoridades iranianas e árabes citadas pelo WSJ afirmam que, se suas ilhas forem invadidas, o Irã pode passar a atacar plataformas de petróleo offshore e infraestrutura vital dos países do Golfo, como usinas de energia e plantas de dessalinização.
Isso se somaria ao atual bloqueio de fato ao Estreito de Hormuz, que já comprometeu o fluxo de petróleo e gás da região e elevou a tensão nos mercados globais de energia.
No front interno, o governo lançou uma campanha de mobilização em massa, evocando o clima da guerra Irã-Iraque nos anos 1980.
Segundo o WSJ, Teerã iniciou o programa “Janfada” (“Sacrifício”) para recrutar voluntários contra forças americanas, enquanto a Guarda Revolucionária afirma estar chamando jovens a partir de 12 anos para funções de apoio, como cozinha, atendimento médico e controle de postos de checagem.
Veículos ligados ao regime falam em milhões de inscritos, embora organizações de direitos humanos já relatem casos de menores mortos em postos de controle.
Fonte: InfoMoney
