Tem personagem na política acreana que parece saído de cordel, mas não daqueles heroicos. É mais o tipo que vive de esperteza, de bastidor, de cochicho e de “negócio bem ajeitado”. O tal do Cancão de Fogo não canta, conspira e tem uma goela bem grande quando se trata de poder e mundo dos negócios escusos.
Anda de canto em canto, com aquele ar de quem descobriu a pólvora, achando que é estrategista de guerra, quando na verdade não passa de um velho conhecido das más práticas recicladas. O sujeito se enxerga como a última coca-cola do deserto, mas, olhando de perto, está mais para garrafa vazia fazendo um barulho que já atraiu a atenção de alguns órgãos de controle, e daquela instituição do “toc, toc”.
O curioso é que muita gente ainda pergunta: “quem é esse Cancão de Fogo?”
Ora, não precisa de lupa nem de investigação sofisticada. Basta observar quem vive rondando os cofres, quem se aproxima demais de quem tem poder e quem aparece com “soluções” que sempre terminam em vantagem própria.
É o clássico articulador de ocasião: cria problema para depois vender a solução. E agora, pelo visto, resolveu inovar, passou a bater em portas pedindo “colaboração para campanha”. Um eufemismo elegante para práticas nada republicanas.
O mais interessante é o descompasso entre o personagem e o ambiente em que tenta se infiltrar. De um lado, uma gestão que se ancora na imagem de equilíbrio, sobriedade e princípios. Do outro, um operador que age como se ainda estivesse num tempo em que tudo se resolvia no grito, na pressão e no improviso.
Essa conta não fecha.
E quando não fecha, costuma estourar.
Porque esse tipo de comportamento tem prazo de validade, e, muitas vezes, termina com aquele som nada agradável: toc, toc. Não é visita de amigo, nem de aliado. É outro tipo de chamada, geralmente acompanhada de crachá e mandado.
Até lá, o Cancão segue cantando… ou melhor, aprontando. Mas já tem muita gente começando a tapar os ouvidos, e, principalmente, fechar as portas.
Essas pessoas são aquelas que não estão dispostas a comprometerem seus CPFs. Mas outras, já caíram nas graças do amigo do Pedro Malazarte e começaram entrar na dele.
Por enquanto fico por aqui. Mas acompanhando as traquinagens do Cancão.
