Prefeitura nega denĂșncia de que aluno autista foi impedido de participar de aulas por falta de mediador

Em nota, a gestão declarou que 15 servidores da instituição atuam com auxílio para as 54 crianças com necessidades especiais

Por Redação ContilNet 06/12/2024 Atualizado: hå 1 ano

A mãe de um aluno com Transtorno do espectro autista publicou um vídeo recentemente denunciando a rede de ensino do município de Brasiléia, após ser informada que não poderia mais levar o aluno para a escola jå que o local não possuía um profissional para o auxílio necessårio.

Prefeitura nega denĂșncia de que aluno autista foi impedido de participar de aulas por falta de mediador

Prefeitura de Brasileia nega denĂșncia de que aluno autista foi impedido de participar de aulas por falta de mediador. Foto: Ascom

Indignada, a mulher destaca que a unidade é específica para crianças com necessidades especiais, mas foi impedida de levar o menino com a desculpa que a prefeitura da cidade não tinha mais condiçÔes de pagar os mediadores.

“Eu como mãe, tenho que lutar pelo direito do meu filho, e ainda tenho que passar por isso, porque a prefeitura e a secretaria de educação irão dispensar todos os mediadores. Eu não aceito ser informada que não posso mais levar meu filho para a escola”, declarou.

Em nota assinada pela prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, a gestĂŁo declara que o relato da mĂŁe nĂŁo condiz com a verdade dos fatos, jĂĄ que na escola mais de 50 alunos com necessidades especiais sĂŁo atendidas.

“Contamos com 15 servidores que atuam como mediadores desses estudantes. Ocorre que o ano letivo para crianças laudadas para atendimentos especiais encerra dia 6 de dezembro, perĂ­odo de fĂ©rias dessas crianças e as unidades educacionais intensificam o trabalho de recuperação dos demais alunos”, destaca.

Veja a nota completa 

Nesta sexta-feira 06, a prefeita Fernanda Hassem, na companhia da secretĂĄria de educação RaĂ­za Dias, da coordenadora de ensino especial Nara Souza, esteve visitando a escola municipal Rui Lino para tratar sobre a repercussĂŁo de um vĂ­deo publicado nas redes sociais publicado por uma mĂŁe de aluno do Atendimento Educacional Especializado – AEE, em BrasilĂ©ia.

No vĂ­deo, a mĂŁe Pauliete Nascimento Fernandes relata que seu filho tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), que estuda na escola Rui Lino, referĂȘncia para alunos com necessidades especiais estava sendo impedido de retornar as aulas na citada escola por que segundo ela, a prefeitura nĂŁo tinha condiçÔes para pagar os mediadores, o que nĂŁo retrata a realidade dos fatos.

A professora NazarĂ© Menezes – gestora da Escola e a coordenadora e ensino Ione Camelo, fizeram questĂŁo de esclarecer que o relato da mĂŁe, nĂŁo condiz com a verdade dos fatos, uma vez que ali naquela unidade de ensino sĂŁo atendidos mais de 54 alunos com necessidades especiais e contam com 15 servidores que atendem como mediadores desses estudantes.

Ocorre que o ano letivo para crianças laudadas para atendimento especial encerra dia 06 de dezembro, período de férias dessas crianças e as unidades educacionais intensificam os trabalhos de recuperação dos demais alunos, o que talvez a mãe não tenha compreendido os informes e ao invés de procurar os esclarecimentos, achou melhor expor suas interpretaçÔes pessoais e equivocadas.

Fernanda Hassem, também se reuniu com os mediadores e fez questão de enfatizar que o compromisso com os bons andamentos da educação no município sempre serão sua prioridade.

Na fala da gestora ela esclarece que em nenhum momento as crianças estĂŁo impedidas de irem Ă  escola e tampouco a prefeitura nĂŁo disponha de recursos para pagar os mediadores. “Isso nunca foi as nossas diretrizes nem nosso comportamento, hĂĄ oito anos a gente vem trabalhando de forma regular e nĂŁo seria no meu ultimo mĂȘs, no meu ultimo ano que que a gente ia deixar que as coisas desandassem, eu ouvi as professoras, os alunos vieram ontem e hoje tambĂ©m, inclusive a criança (filho da denunciante), estĂĄ na escola sendo atendida pelos nossos mediadores”, pontuou Fernanda Hassem.

A prefeita finaliza dizendo que também convidou a mãe denunciante para participar da reunião, mas essa jå tinha outro compromisso e não pode participar, e reforçou não ser verdade que a prefeitura não tenha recursos para pagar os mediadores, o que de fato ocorre é que o calendårio das avaliaçÔes dos estudantes do Atendimento Educacional Especializado, encerrando o ano letivo desses estudantes que entram no período de férias a partir desse dia 06 de dezembro.

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