O Fluminense encerrou sua participação na Copa do Mundo de Clubes com um saldo de três vitórias, dois empates e uma derrota. A equipe foi eliminada nesta terça-feira (8 de julho) após perder para o Chelsea por 2 a 0, na semifinal da competição. Mas, afinal, quem aproveitou as chances? Quem não correspondeu às expectativas? E quem manteve o mesmo status?

Renato Gaúcho na beira do campo em Fluminense x Chelsea — Foto: Sven Hoppe/picture alliance via Getty Images
Confira a análise do ge sobre os destaques positivos, aqueles que se mantiveram, e os que ficaram abaixo do esperado no Fluminense durante o Mundial de Clubes:
Quem subiu
- Renato Gaúcho: Já tinha grande moral com jogadores e torcedores, mas retorna ao Rio de Janeiro com um status ainda maior. Mostrou excelentes estratégias, alterou o esquema tático quando necessário e venceu duelos táticos importantes contra técnicos de times como Borussia Dortmund, Inter de Milão e Al-Hilal. Foi, sem dúvida, o principal nome do Fluminense nesta Copa do Mundo.
- Hércules: Chegou ao Mundial questionado e volta ao Brasil em alta. Fez gols decisivos contra Inter de Milão e Al-Hilal, manteve regularidade de desempenho ao longo de toda a competição e está entre os nomes que geram maior expectativa de crescimento na temporada.
- Ignácio: Titular desde a terceira rodada da fase de grupos, Ignácio provou que pode ser um zagueiro crucial para o Fluminense. Atuando ao lado de Thiago Silva, teve atuações impecáveis contra alguns dos ataques mais poderosos da competição. A desconfiança em torno dele parece ter desaparecido, e o zagueiro se mostrou muito mais seguro.
- Arias: Eleito o melhor em campo pela Fifa em quatro das seis partidas disputadas, o colombiano foi o jogador mais regular do Fluminense neste Mundial de Clubes. Vê-lo chorando após a eliminação foi de cortar o coração. Já era um dos principais destaques da equipe e aproveitou a oportunidade para mostrar seu futebol ao mundo.
- Fábio: Aumentou ainda mais sua idolatria no Fluminense. Foi herói nas classificações contra Inter de Milão e Al-Hilal, além de colecionar defesas incríveis durante todo o torneio. Tudo isso prestes a completar 45 anos. O Fluminense chegou à semifinal muito graças às suas mãos.
- Thiago Silva: Foi o líder defensivo que os torcedores do Fluminense estão acostumados a ver. Destaque absoluto da Copa do Mundo de Clubes, ele novamente fez os companheiros ao seu redor subirem de produção. Elogiado em todas as partidas, é o de costume, o natural, mas precisa ser registrado. Sua performance pode ter carimbado seu passaporte de volta para a Seleção Brasileira.
- Freytes: Todas as palavras ditas para Ignácio podem ser repetidas para Freytes. Funcionou brilhantemente no esquema de três zagueiros e já era titular anteriormente, atuando apenas ao lado de Thiago Silva. Também marcou um gol decisivo contra o Ulsan e chegou a ser elogiado pela lenda italiana Marco Materazzi.
- Martinelli: Mais um que conquistou a confiança dos torcedores. Com grandes atuações e um golaço contra o Al-Hilal, ele ganhou a confiança do técnico Renato Gaúcho. Para quem dizia que ele “sumia” em jogos grandes, foi um dos melhores em campo contra os adversários europeus e o bilionário saudita.
Na mesma
- Samuel Xavier: Mostrou boa produção em algumas partidas, mas teve problemas físicos durante a Copa do Mundo de Clubes. Viu Guga atuar em alguns jogos e desfalcou o Fluminense na semifinal.
- Renê: Provou que é o titular da posição e está à frente de Gabriel Fuentes. Defensivamente, foi muito bem e manteve as atuações regulares que já eram esperadas.
Poderia ter ido melhor
- Everaldo: Embora tenha entrado melhor nos jogos do que Cano, seu desempenho ainda foi insuficiente para receber grandes elogios. Foi importante taticamente em vários momentos, mas precisa de mais para mostrar que pode ser o centroavante titular do Fluminense. Gols são, no mínimo, esperados.
Quem desceu
- Cano: Fez um gol importantíssimo contra a Inter de Milão, mas não teve uma boa Copa do Mundo de Clubes. Atuou mal nos jogos de maior confronto físico, pouco deu sequência aos ataques e acabou sendo substituído na maioria das partidas. Está melhor fisicamente, mas pecando demais na parte técnica.
- Ganso: Começou no banco de reservas e viu o Fluminense jogar melhor. Quando atuou de titular, contra o Ulsan, foi substituído com o Tricolor perdendo por 2 a 1 no intervalo. O camisa 10 não voltou a ter minutos e mostrou que ainda não consegue entregar o esperado em partidas de alto confronto físico e intensidade.
Fonte: Ge
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