A partir desta terça-feira (21), passa a valer a redução no preço da gasolina anunciada pela Petrobras. O valor do combustível vendido às distribuidoras caiu 4,9%, o que representa R$ 0,14 por litro.
Com o reajuste, o preço médio do litro para as distribuidoras passa de R$ 2,85 para R$ 2,71. Essa é a primeira redução desde julho e ocorre em meio à queda nas cotações internacionais do petróleo e à defasagem acumulada em relação aos preços praticados no exterior.

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No acumulado de 2025, a Petrobras já reduziu R$ 0,31 por litro, o que equivale a 10,3%. Segundo a estatal, os preços do diesel e do gás de cozinha (GLP) permanecem inalterados.
Repasse ao consumidor pode demorar
Apesar da redução anunciada, o impacto nas bombas pode não ser imediato. O preço final ao consumidor depende de diversos fatores, como tributos estaduais e federais, margens de distribuição e revenda e custos logísticos regionais.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina comum no país era de R$ 6,22 na semana passada.
Cenário internacional e pressões internas
A queda ocorre em um momento de recuo no preço do barril de petróleo no mercado internacional, após semanas de volatilidade causada por tensões geopolíticas e sinais de desaceleração econômica global.
Internamente, a decisão também reflete pressões políticas e governamentais sobre a Petrobras. Parlamentares e o governo federal vinham cobrando uma redução, diante da defasagem em relação ao mercado externo e da melhora nas cotações internacionais.
Impacto na inflação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,48% em setembro, acumulando alta de 5,17% em 12 meses, segundo o IBGE.
O grupo dos combustíveis foi um dos que mais influenciaram o resultado, com altas no etanol (2,25%), gasolina (0,75%) e óleo diesel (0,38%).
Com a redução do preço da gasolina, o mercado financeiro espera um alívio na inflação dos próximos meses. De acordo com a Warren Investimentos, a projeção é de queda de -1,58% na bomba no IPCA de novembro, levando a estimativa de inflação de 2025 de 4,5% para 4,4%.
Fonte: Petrobras / ANP / IBGE / Warren Investimentos
✍️ Redigido por ContilNet
