Redução no preço da gasolina começa a valer nesta terça-feira

Corte de R$ 0,14 por litro é o primeiro desde julho e reflete queda nas cotações internacionais do petróleo

O salto nos preços, observado entre os dias 4 e 10 de janeiro, é reflexo direto da nova alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)/Foto: Sean Gallup/ Getty Images

A partir desta terça-feira (21), passa a valer a redução no preço da gasolina anunciada pela Petrobras. O valor do combustível vendido às distribuidoras caiu 4,9%, o que representa R$ 0,14 por litro.

Com o reajuste, o preço médio do litro para as distribuidoras passa de R$ 2,85 para R$ 2,71. Essa é a primeira redução desde julho e ocorre em meio à queda nas cotações internacionais do petróleo e à defasagem acumulada em relação aos preços praticados no exterior.

Sean Gallup/ Getty Images

No acumulado de 2025, a Petrobras já reduziu R$ 0,31 por litro, o que equivale a 10,3%. Segundo a estatal, os preços do diesel e do gás de cozinha (GLP) permanecem inalterados.

Repasse ao consumidor pode demorar

Apesar da redução anunciada, o impacto nas bombas pode não ser imediato. O preço final ao consumidor depende de diversos fatores, como tributos estaduais e federais, margens de distribuição e revenda e custos logísticos regionais.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina comum no país era de R$ 6,22 na semana passada.

Cenário internacional e pressões internas

A queda ocorre em um momento de recuo no preço do barril de petróleo no mercado internacional, após semanas de volatilidade causada por tensões geopolíticas e sinais de desaceleração econômica global.

Internamente, a decisão também reflete pressões políticas e governamentais sobre a Petrobras. Parlamentares e o governo federal vinham cobrando uma redução, diante da defasagem em relação ao mercado externo e da melhora nas cotações internacionais.

Impacto na inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,48% em setembro, acumulando alta de 5,17% em 12 meses, segundo o IBGE.

O grupo dos combustíveis foi um dos que mais influenciaram o resultado, com altas no etanol (2,25%), gasolina (0,75%) e óleo diesel (0,38%).

Com a redução do preço da gasolina, o mercado financeiro espera um alívio na inflação dos próximos meses. De acordo com a Warren Investimentos, a projeção é de queda de -1,58% na bomba no IPCA de novembro, levando a estimativa de inflação de 2025 de 4,5% para 4,4%.


Fonte: Petrobras / ANP / IBGE / Warren Investimentos
✍️ Redigido por ContilNet

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