Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo de 2022, mostra que a maioria dos casais no Acre prefere viver junta sem oficializar a relação em cartório ou igreja.
De acordo com os dados, 171.531 acreanos vivem em união consensual, número que supera os casamentos civis e religiosos somados. O total de pessoas em algum tipo de união conjugal chega a 335.821 no estado, considerando a população com 10 anos ou mais.

Maioria dos casais acreanos vive união estável e dispensa o casamento no papel, aponta IBGE/Foto: Reprodução
Entre os casados oficialmente, 93.119 formalizaram a união apenas no civil, enquanto 58.565 fizeram o casamento tanto civil quanto religioso. Já os casamentos realizados somente em cerimônias religiosas somam 12.567 pessoas.
O levantamento também detalha o perfil religioso dos casais que vivem juntos sem casamento formal. Entre os 171 mil que optaram pela união consensual, 76.991 se declararam católicos e 63.085 são evangélicos. Outras religiões têm representações menores: 822 espíritas, 336 praticantes de umbanda ou candomblé, 106 ligados a tradições indígenas e 5.123 de outras crenças. Além disso, 24.838 afirmaram não ter religião e 221 não informaram.
O cenário observado no Acre reflete a tendência nacional. Em todo o país, mais da metade da população com 10 anos ou mais (51,3%) vivia em união conjugal no ano de 2022 — o equivalente a 90,3 milhões de pessoas. Pela primeira vez, a união consensual (38,9%) superou o número de casamentos civis e religiosos (37,9%).
Os dados do IBGE mostram ainda uma mudança de comportamento ao longo das últimas duas décadas. Desde o ano 2000, aumentou a quantidade de casamentos realizados apenas no civil e também das uniões estáveis. Em contrapartida, as uniões que combinam cerimônia civil e religiosa caíram de 49,4% para 37,9%, e os casamentos apenas religiosos diminuíram de 4,4% para 2,6%.
