Alunos de Etec são suspeitos de torturar colegas calouros com alicate

Entenda o caso dos alunos de SP suspeitos de tortura contra calouros com vídeos apreendidos

Divulgação/ Polícia Civil

Um caso brutal de violência escolar choca o interior de São Paulo nesta sexta-feira (13/03). A Polícia Civil solicitou a prisão temporária de um jovem de 18 anos e a apreensão de dois adolescentes, de 15 e 16 anos, suspeitos de submeter calouros da Etec Agrônomo Narciso de Medeiros, em Iguape, a sessões de tortura. As agressões, que incluíam o uso de alicates e pedaços de cano, ocorriam dentro do alojamento da instituição.

A investigação teve início após denúncias desesperadas de pais de alunos recém-chegados. Pelo menos cinco vítimas foram identificadas até o momento. Segundo a polícia, os veteranos, que se comportavam como “líderes” do alojamento, filmavam os atos de violência e humilhação.

Métodos de tortura e ameaças

De acordo com os relatos e o material apreendido, o “trote” aplicado pelos estudantes do 2º e 3º ano envolvia agressões físicas com cintos, tapas e o uso de alicates. Para garantir o silêncio das vítimas, o trio fazia ameaças diretas de morte ou expulsão do convívio social, impedindo que os calouros contatassem os pais ou a direção da escola.

Provas em vídeos

Durante a operação, os investigadores localizaram diversos vídeos nos celulares dos acusados que comprovam a prática de tortura. O alojamento, que recebe alunos de várias cidades do Vale do Paraíba, tem capacidade para 28 residentes e deveria ser um ambiente de segurança e estudo.

O que diz a escola

Em nota oficial, o Centro Paula Souza (CPS), responsável pelas Etecs, afirmou que está investigando os fatos internamente para aplicar as punições cabíveis. Os alunos suspeitos foram afastados das aulas presenciais e seguirão com atividades remotas enquanto o processo legal tramita. O Conselho Tutelar também acompanha as vítimas e suas famílias, prestando auxílio psicológico.

Até o momento, a defesa dos investigados não foi localizada para comentar os pedidos de prisão e apreensão.

Fonte: Metrópoles

Redigido por ContilNet

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