Uma mobilização de trabalhadores bolivianos mantém em alerta a região de fronteira entre Brasil e Bolívia. De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Alto Acre, manifestantes cobram salários atrasados há mais de três meses e ameaçam bloquear pontes internacionais que ligam Brasiléia e Epitaciolândia, no Acre, a Cobija, capital do departamento boliviano de Pando.
Apesar da convocação para um possível bloqueio das estruturas no lado boliviano, o trânsito segue liberado até o momento. Representantes dos trabalhadores aguardam a chegada do ministro da Economia da Bolívia para tentar um acordo que evite a interdição.

Protesto ameaça bloquear pontes na fronteira Brasil–Bolívia/ Foto: O Alto Acre
O movimento foi convocado por sindicatos e servidores públicos de Pando. Segundo os manifestantes, o protesto é motivado pelo atraso no pagamento de salários.
De acordo com os trabalhadores, há servidores que estão há mais de três meses sem receber. A mobilização, segundo eles, é uma forma de pressionar o governo boliviano a apresentar uma solução para o problema.
Enquanto as negociações seguem em andamento, representantes dos trabalhadores tentam abrir diálogo com o ministro da Economia para buscar uma solução pacífica e evitar o bloqueio das pontes internacionais.

Protesto ameaça bloquear pontes na fronteira Brasil–Bolívia/ Foto: O Alto Acre
As estruturas são consideradas fundamentais para a ligação entre Brasil e Bolívia e fazem parte da rotina diária de moradores da região de fronteira.
Com o risco de bloqueio, muitos brasileiros já optam por atravessar a fronteira a pé para garantir a passagem, principalmente estudantes e trabalhadores que dependem do trajeto diariamente.
Os manifestantes afirmam que, caso não haja acordo com o governo boliviano, o bloqueio das pontes poderá ser iniciado por tempo indeterminado. A previsão inicial é de uma interdição parcial, permitindo apenas a passagem de pedestres, enquanto veículos ficariam impedidos de cruzar a fronteira.

Protesto ameaça bloquear pontes na fronteira Brasil–Bolívia/ Foto: O Alto Acre
Com receio de ficarem com os veículos retidos do lado boliviano, estudantes brasileiros que cursam medicina em Cobija também têm optado por atravessar a fronteira a pé.
A polícia boliviana acompanha a mobilização para garantir a ordem e evitar possíveis conflitos entre motoristas e manifestantes durante o andamento das negociações.
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Segundo os trabalhadores, o ministro da Economia da Bolívia deve se deslocar até Cobija para dialogar com os sindicatos e discutir uma solução para o pagamento dos salários atrasados. A expectativa é que o encontro ajude a evitar o bloqueio das pontes internacionais que ligam os dois países.
