Acre entra em zona de exclusão e proíbe cultivo de algodão transgênico

Decisão nacional veta plantio em todo o estado para evitar impactos em espécies nativas

Restrição vale para o plantio de algodoeiro geneticamente modificado em qualquer parte do território acreano. —Foto: governo federal

O Acre está oficialmente fora do mapa do algodão transgênico. Uma decisão da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) proibiu o cultivo desse tipo de planta em todo o estado, numa medida que busca proteger espécies nativas e evitar a contaminação genética. As informações estão no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (19).

A restrição vale para o plantio de algodoeiro geneticamente modificado em qualquer parte do território acreano, seja por sementes ou caroços. A medida segue recomendações técnicas acumuladas ao longo dos anos e tem como principal objetivo impedir o chamado “fluxo gênico” – quando características de plantas modificadas podem ser transferidas para espécies naturais.

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Além do Acre, outros estados da Amazônia, como Amazonas e Amapá, também estão integralmente incluídos na zona de exclusão. Já em outras regiões do país, a proibição é parcial, atingindo apenas municípios específicos.

A decisão considera estudos técnicos e análises de órgãos como a Embrapa, que apontam risco à biodiversidade em áreas onde existem variedades nativas ou naturalizadas do algodão.

Com isso, o cultivo de algodão transgênico segue permitido em outras partes do país, mas sob restrições geográficas rigorosas. No Acre, porém, a proibição é total.

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