Acre vai na contramão do país e registra maior alta do varejo brasileiro

Estado avança 10,8% na comparação anual, enquanto setor nacional acumula quatro meses seguidos de retração

Acre registrou alta de 10,8% na comparação anual, o melhor desempenho do país. — Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Mesmo diante de um cenário de queda no comércio varejista brasileiro, o Acre segue na contramão e apresenta crescimento nas vendas. Em fevereiro, o estado registrou alta de 10,8% na comparação anual, o melhor desempenho do país, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). As informações foram divulgadas no Valor Econômico, nesta quinta-feira (19).

No cenário nacional, o setor acumula quatro meses consecutivos de retração. Em fevereiro, as vendas caíram 3,1% na comparação mensal e 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A sequência negativa começou em novembro, com queda de 1,6%, seguida por recuos de 0,9% em dezembro e 1,3% em janeiro.

De acordo com o economista Guilherme Freitas, da Stone, os dados reforçam um início de ano mais moderado para o varejo. Apesar da resiliência do mercado de trabalho e do avanço da renda, o consumo ainda é impactado por um ambiente financeiro mais restritivo, com crédito caro e maior cautela por parte das famílias.

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Todos os oito segmentos analisados registraram queda em fevereiro. O maior recuo foi observado no setor de livros, jornais, revistas e papelaria (17,9%), seguido por combustíveis e lubrificantes (6,5%), tecidos, vestuário e calçados (5,3%) e artigos de uso pessoal e doméstico (3,3%).

Na comparação anual, no entanto, alguns segmentos ligados ao consumo essencial apresentaram crescimento, como hipermercados e supermercados (2,5%) e o setor farmacêutico (1,7%).

No recorte regional, os resultados mostram um cenário heterogêneo. Além do Acre, também registraram crescimento estados como Roraima (4,7%), Amapá (4,1%) e Pará (2,4%). Por outro lado, Amazonas (-7,1%), Espírito Santo (-7%) e Distrito Federal (-6,3%) tiveram os desempenhos mais negativos.

A análise aponta que, embora existam focos de crescimento, especialmente na região Norte, a desaceleração do consumo ainda predomina no país, com maior intensidade em estados do Sudeste e do Sul.

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