Porto Velho amanheceu mais silenciosa nesta segunda-feira (30) com a confirmação do falecimento de Pedro Soares, o eterno “Pedro da Ascron”. Figura central da cultura popular rondoniense, Pedro não resistiu às complicações de um infarto sofrido há alguns dias. Ele estava internado, chegou a ser intubado, mas teve o óbito confirmado na noite deste domingo (29).
Fundador e presidente da Associação dos Cornos de Rondônia (Ascron) Pedro Soares transformou um tema tabu em uma das marcas registradas do folclore urbano da capital. Sua sede era mais que um escritório de agremiação; era um reduto democrático onde jornalistas, empresários e políticos buscavam a famosa “carteira oficial” de associado, sempre entregue com o bom humor característico do anfitrião.
Além do Riso: O Papai Noel do Povo
Embora tenha ficado famoso pelas classificações hilárias como o “corno elétrico” ou o “corno holerite” Pedro Soares possuía uma faceta social profunda. Durante anos, ele personificou o espírito natalino ao vestir-se de Papai Noel para distribuir brinquedos a crianças em áreas de vulnerabilidade, provando que sua missão ia muito além das piadas.
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Em 2012, Pedro tentou transpor sua popularidade para a política institucional ao disputar uma vaga na Câmara Municipal. Entre suas propostas, destacava-se o inusitado “Habitacorno”, um projeto que visava oferecer suporte emocional e acolhimento. Apesar de não ter sido eleito, sua campanha entrou para a história como uma das mais autênticas da capital.
O Legado da Autenticidade
Nos últimos anos, Pedro havia reduzido o ritmo das atividades da Ascron, mas nunca abandonou as frases de efeito e o carisma que o tornaram uma lenda viva. Ele deixa um legado de leveza, mostrando que o humor pode ser uma ferramenta poderosa de reflexão e união comunitária.
O corpo de Pedro Soares será velado na Câmara Municipal de Porto Velho, onde amigos, familiares e admiradores poderão prestar as últimas homenagens ao homem que ensinou a cidade a rir de si mesma.
