A condução da educação municipal em Sena Madureira voltou ao centro das críticas após uma sequência de decisões planejadas pela prefeitura do município. O caso envolve o fechamento da tradicional escola Guttemberg Modesto da Costa, a promessa não cumprida de transferência para uma nova unidade e, por fim, o envio dos alunos para uma outra escola que também tinha tudo os alunos remanejados para a escola modelo.
A prefeitura desativou a escola Guttemberg sob o argumento de que os estudantes seriam levados para a escola modelo Hermano Filho, apresentada como uma solução moderna e mais adequada. No entanto, a realidade mostrou outro cenário: a unidade não ficou pronta a tempo e ainda enfrenta problemas básicos, como a falta de capacidade elétrica para funcionamento.
Diante do impasse, a alternativa encontrada pela gestão foi encaminhar os alunos para a escola estadual Hermínio de Melo, uma decisão que causou ainda mais estranheza, já que a própria unidade havia passado por mudanças recentes justamente por conta da centralização prometida na escola modelo.
Pais alegam não ter sido consultados
Para pais e responsáveis, o episódio revela improviso e falta de responsabilidade com a educação. Muitos afirmam que não foram consultados sobre o fechamento da escola Guttemberg e que a medida foi tomada sem um plano concreto para garantir a continuidade adequada do ensino.
A justificativa da prefeitura, baseada na insuficiência da rede elétrica da nova escola, também tem sido alvo de questionamentos. Afinal, como um problema dessa magnitude não foi identificado antes do fechamento de uma unidade em pleno funcionamento?
Enquanto isso, alunos enfrentam mudanças repentinas, adaptação forçada e incertezas sobre o futuro escolar. O caso escancara não apenas falhas administrativas, mas também a ausência de diálogo com a comunidade e de planejamento básico em decisões que impactam diretamente centenas de famílias.
Diante da situação, cresce a pressão por respostas e, principalmente, por medidas que deixem de lado o improviso e garantam o mínimo de estabilidade e respeito à educação no município.
