17/08/2026

Acre supera média nacional e tem 3º maior avanço nas vendas do varejo no país

O desempenho colocou o Acre entre os estados que mais avançaram no comércio em julho

Por Suene Almeida, ContilNet
Comércio do Acre recua em maio na contramão de 23 estados do paíO resultado acreano ficou atrás apenas de Roraima, que registrou alta de 18,2% | Foto: ContilNet

O comércio do Acre teve um dos melhores desempenhos do país em julho. As vendas no estado cresceram 7,4% na comparação com julho de 2025, colocando o Acre na terceira posição entre os estados com maior avanço no período.

Os dados fazem parte do Índice do Varejo Stone (IVS), que acompanha todos os meses o comportamento das vendas no comércio brasileiro.

O resultado acreano ficou atrás apenas de Roraima, que registrou alta de 18,2%, e Mato Grosso do Sul, com crescimento de 9,5%. Ao todo, 24 estados tiveram aumento nas vendas na comparação anual.

No Brasil, o comércio também apresentou resultado positivo. O varejo cresceu 0,9% de junho para julho e ficou 4,7% acima do registrado no mesmo mês de 2025.

Acre se destaca na região Norte

O desempenho de 7,4% colocou o Acre entre os estados que mais avançaram no comércio durante julho. Outros estados da região Norte também tiveram resultados positivos.

Rondônia registrou crescimento de 6,3%, enquanto Amapá avançou 5,7%. Amazonas e Pará tiveram alta de 5,2%. Tocantins foi uma exceção e apresentou queda de 1,9%.

O resultado mostra que o movimento de compras permaneceu aquecido em boa parte da região.

Combustíveis e supermercados puxam alta

Entre os setores analisados pelo levantamento, os combustíveis e lubrificantes tiveram o maior crescimento em relação a julho do ano passado, com alta de 9,1%.

Na sequência aparecem supermercados e estabelecimentos que vendem alimentos, bebidas e produtos de consumo diário, com avanço de 7,4%. O segmento de material de construção cresceu 5,2%, enquanto artigos farmacêuticos tiveram alta de 5%.

Também houve aumento nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (3,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%) e móveis e eletrodomésticos (0,8%).

O único setor a apresentar queda na comparação anual foi o de tecidos, roupas e calçados, que recuou 5,6%.

O que explica o resultado?

De acordo com Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o mercado de trabalho continua ajudando a manter o consumo. O desemprego em níveis baixos e o aumento da renda favorecem as compras das famílias.

Por outro lado, o comprometimento da renda e o custo elevado dos empréstimos ainda dificultam uma recuperação maior em setores que dependem de financiamento.

A expectativa é que a redução dos juros contribua para melhorar as condições de crédito, mas os efeitos dessa mudança ainda devem aparecer aos poucos na economia.

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