O atraso na liberação de recursos federais oriundos de emendas parlamentares destinadas pelo senador Márcio Bittar provocou a paralisação de dezenas de obras executadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre).
A falta dos repasses interrompeu serviços considerados estratégicos para a infraestrutura do estado, afetando rodovias, ramais, pontes, mobilidade urbana e o escoamento da produção rural em diversas regiões.
Sem os recursos previstos, máquinas foram retiradas dos canteiros, equipes acabaram desmobilizadas e os cronogramas ficaram comprometidos. O reflexo vai além das obras: comunidades continuam enfrentando dificuldades de acesso, produtores rurais seguem convivendo com estradas precárias e investimentos aguardados há anos permanecem sem previsão de retomada.
Entre os empreendimentos paralisados estão a pavimentação dos lotes I e II da AC-10, do lote II da AC-40, do lote IV da AC-475 e da AC-90, totalizando 59,3 quilômetros de intervenções. Também estão suspensas a recuperação do Ramal dos Paulistas, incluindo a construção da Ponte do Andirá, em Porto Acre; a restauração da AC-405, entre Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima; a qualificação da Orla de Brasiléia; a construção da passarela sobre o Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo; além de diversas pontes em municípios do interior.
- Ramal dos Paulistas. — Foto: Reprodução
- Viga da ponte do Ramal dos Paulistas. — Foto: Reprodução
Na capital, a paralisação alcança a segunda etapa do Anel Viário de Rio Branco, que contempla passeios públicos e sinalização, além da execução do quarto lote da obra. Os serviços também foram interrompidos em importantes corredores de produção rural.
Em Rio Branco, os trabalhos abrangem os ramais Riozinho, Circular, Paralelo e Três Palhetas. Em Porto Acre, as intervenções contemplam as linhas 2, 5, 7 e 9. No Bujari, estão os ramais Abib Cury, Santa Rita, Espinhara e Santa Luzia. Já em Senador Guiomard e Plácido de Castro, as obras incluem o Ramal Nabor Júnior e os ramais Cabo Severino, Biroque, Cazuza e Km 58.

Manutenção na AC-485 é executada pelo Deracre. Foto Ascom/Deracre
Todas as intervenções são executadas pelo Deracre por meio de convênios firmados entre o Governo do Acre e o Governo Federal, utilizando recursos provenientes de emendas parlamentares destinadas pelo senador Márcio Bittar. Embora o órgão seja responsável pela execução dos contratos, a continuidade dos serviços depende da efetiva liberação dos recursos federais.

Pilares da passarela em Marechal Thaumaturgo. — Foto: Reprodução
Nos bastidores, a governadora Mailza Assis tem intensificado as articulações em Brasília para tentar destravar a liberação das emendas e garantir a retomada das obras. O senador Márcio Bittar também acompanha o processo junto aos órgãos federais e busca acelerar os trâmites para que os recursos sejam liberados o mais rapidamente possível.
Apesar da paralisação das obras de maior porte, o Deracre continua executando serviços de manutenção em rodovias estaduais e ramais, com ações de recuperação de trechos críticos, melhorias emergenciais e conservação da malha viária utilizando recursos disponíveis do Estado. No entanto, para a execução das grandes obras de pavimentação, construção de pontes, mobilidade urbana e infraestrutura, consideradas fundamentais para atender às necessidades da população e impulsionar o desenvolvimento do Acre, a autarquia depende da liberação dos recursos federais provenientes das emendas parlamentares.

Rodovia AC-405, em Cruzeiro do Sul

Rodovia AC 405. — Foto: Deracre
A expectativa do governo estadual é que, com a regularização dos repasses, as frentes de trabalho sejam reativadas, permitindo a continuidade de obras consideradas essenciais para melhorar a mobilidade, fortalecer a infraestrutura e impulsionar o desenvolvimento econômico do Acre. Enquanto isso não ocorre, importantes investimentos permanecem em compasso de espera, afetando milhares de acreanos que dependem dessas intervenções no dia a dia.

Orla do Rio Acre. — Foto: Reprodução/Deracre

Viaduto da Corrente— Foto: Reprodução/Deracre


