25/08/2026

Governo recorre ao Banco Mundial para evitar colapso da Previdência no Acre

O ContilNet apurou que o montante aportado pelo executivo, mensalmente, chega a mais de R$ 60 milhões

Por Matheus Mello, ContilNet
Sede do Acreprevidencia/Foto: Neto Lucena/Secom

O déficit previdenciário e o peso do aporte mensal para manter o Acreprevidência são hoje um dos maiores gargalos fiscais do Estado. Em entrevista ao Em Cena, o podcast do ContilNet, nesta segunda-feira (24), o chefe da Casa Civil, Cristovam Moura, revelou que o Poder Executivo contratou estudos estratégicos junto ao Banco Mundial para encontrar soluções de longo prazo e garantir a sustentabilidade do sistema sem comprometer a capacidade de investimentos públicos.

Segundo o secretário, o valor destinado mensalmente para cobrir a previdência exige um esforço orçamentário expressivo do Governo. O ContilNet apurou que o montante aportado pelo executivo, mensalmente, chega a mais de R$ 60 milhões.

“O Estado hoje tem um custo muito alto para fazer a cobertura do déficit da previdência. É um aporte mensal expressivo e que compromete a capacidade de investimento”, destacou.

ENTENDA: Rombo da Previdência faz Acre desembolsar R$ 60 milhões por mês

Para buscar alternativas técnicas e aliciar o impacto sobre o caixa estadual, a governadora determinou a contratação de uma consultoria internacional e a realização da segregação de massas dos fundos.

Cristovam afirmou que a conselheira ultrapassou os limites institucionais de sua função

Cristovam durante entrevista ao Em Cena | Foto: ContilNet

“Por determinação da governadora, nós estamos construindo estudos junto ao Banco Mundial para encontrar alternativas de mitigar esse impacto a longo prazo. É um trabalho técnico complexo, que envolve a segregação de massas dos fundos previdenciários”, pontuou.

Moura destacou que o objetivo central da medida é equilibrar a responsabilidade fiscal com a segurança dos servidores aposentados e pensionistas do Estado:

“A meta é dar sustentabilidade ao sistema, garantindo o pagamento dos aposentados e pensionistas no futuro sem estrangular as finanças e os investimentos públicos do Estado”.

Veja a entrevista na íntegra:

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