Dados do Ministério das Mulheres mostram que o Acre já registrou 357 denúncias de violência contra a mulher em 2026.
Os números foram atualizados em 30 de junho. De acordo com os dados, foram 162 denúncias em janeiro; 74 em fevereiro; 26 em março; 32 em abril; 26 em maio; e 37 em junho. Do total de denúncias, 241 foram feitas pela vítima e 116 por terceiros.
O cenário das denúncias, em maior parte, foram na casa da vítima, registrando 191 casos; e casa da vítima e do suspeito foram 121.
No mesmo período do ano anterior, foram registrados 1.015 denúncias, sendo 193 em janeiro; 188 em fevereiro; 127 em março; 216 em abril; 191 em maio; e 100 em junho. Desse total, 741 casos foram denunciados pela vítima.
Caso Erica Oliveira
Neste final de semana, a influenciadora e dançarina Erica Oliveira, Rainha do Carnaval de Rio Branco 2025, publicou um vídeo nas redes sociais em que relata ter sido vítima de uma tentativa de estrangulamento. Segundo a influenciadora, ela chegou a perder a consciência durante a agressão e só sobreviveu porque o filho, de 9 anos, ouviu seus pedidos de socorro e interrompeu o ataque.
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Na manhã desta segunda-feira (13), a Polícia Civil do Acre informou que já identificou o ex-companheiro da influenciadora, denunciado por uma suposta tentativa de feminicídio. O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que instaurou inquérito policial para apurar as circunstâncias da agressão.
Dois casos de feminicídio em 48 horas no Acre
Em apenas dois dias, dois casos de feminicídio registrados no Acre terminaram com as vítimas mortas e os autores tirando a própria vida. As ocorrências aconteceram em municípios diferentes e reforçam a preocupação com a violência contra as mulheres no estado, que lidera o ranking nacional de feminicídios em 2025.
A ocorrência mais recente foi registrada na noite da última segunda-feira (6), na estrada que liga os municípios de Manoel Urbano e Feijó. A vítima foi Maria Ferreira da Silva Almeida, de 49 anos. Conforme informou a Polícia Civil, ela foi morta a golpes de faca pelo marido, Osmar Pinheiro da Silva, de 58 anos, que era bombeiro da reserva.
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Segundo o delegado Rêmullo Diniz, a principal linha de investigação aponta que o crime foi provocado por ciúmes. A filha do casal estava no local e presenciou toda a situação. Depois do ataque, Osmar morreu ao tirar a própria vida.
Na véspera, outro feminicídio havia sido registrado na comunidade Japãozinho, localizada na zona rural de Cruzeiro do Sul. Juliana Barbosa, de 44 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro após decidir encerrar um relacionamento de aproximadamente três décadas.
As investigações apontam que o homem não aceitava o fim da relação e insistia para reatar o casamento. Juliana chegou a buscar uma medida protetiva, mas optou por não apresentar representação criminal contra o ex-companheiro e não aderiu a outras medidas de proteção oferecidas. Após o crime, ele também morreu por suicídio.

