Análise: Bancos veem alívio do IPCA com PIB mais fraco em 2027

Por CNN Brasil 03/07/2026 às 19:32

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O Bank of America (BofA) divulgou, nesta sexta-feira (3), uma revisão para baixo em sua projeção de crescimento do Brasil para 2027. A estimativa de alta do PIB (Produto Interno Bruto) passou de 2,3% para 1,3% — uma redução de um ponto percentual considerada significativa pelos analistas do setor.

Ao CNN 360° analista de Economia da CNN Lucinda Pinto explicou que o BofA não está sozinho nesse movimento. Segundo ela, uma espécie de “onda de revisões negativas” para o crescimento econômico do próximo ano já começou a se formar entre as principais instituições financeiras do país.

Cenário para 2026 ainda é relativamente positivo

Para 2026, muitos economistas avaliam que a economia brasileira pode crescer um pouco mais do que se imaginava anteriormente. Os fatores que sustentam essa visão incluem um mercado de trabalho ainda aquecido, o efeito do crédito sobre a atividade econômica e medidas do governo que geram impulso fiscal, renda e, consequentemente, consumo.

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Lucinda mencionou ainda que o Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo informações atribuídas a Dario Durigan, também deve revisar para cima sua projeção de crescimento do PIB para o ano corrente.

No entanto, esse crescimento mais robusto em 2026, combinado com uma inflação ainda elevada, deve manter a taxa de juros em patamares altos por mais tempo — e esse é justamente o principal fator que compromete a expansão econômica em 2027.

Diversas instituições revisam projeções para 2027

Além do BofA, outras instituições financeiras já ajustaram suas estimativas de crescimento para o próximo ano. O Bradesco revisou sua projeção de 2% para 1,5%; o Banco Paine é o mais pessimista, com previsão de crescimento de apenas 0,8%; a XP projeta alta de 1,2%; o Itaú, de 1,7%; e o Banco Inter, de 1,8%.

“Mesmo quem não revisou recentemente está, na verdade, vendo realmente esse cenário de desaceleração”, afirmou Lucinda.

Entre os argumentos que sustentam esse pessimismo está a perda de força do impulso fiscal observado em 2026, além do fato de que as famílias brasileiras devem chegar a 2027 com orçamentos mais comprometidos com dívidas de crédito. Isso reduziria o espaço para novas contratações de crédito e, portanto, para o consumo.

Inflação segue pressionada apesar da atividade mais fraca

Questionada sobre se a desaceleração econômica traria alívio nos preços, Lucinda Pinto foi cautelosa. “Em tese, esse cenário de consumo mais fraco deveria abrir caminho para um alívio dos preços”, disse ela.

No entanto, outros fatores podem continuar pressionando a inflação, razão pela qual muitos economistas também revisaram para cima suas estimativas para o IPCA.

O próprio BofA já projeta uma inflação de 4,7% para 2027, enquanto alguns economistas já falam em índices superiores a 5%. Entre os fatores de pressão inflacionária, Lucinda destacou o El Niño, que deve encarecer os alimentos no mundo todo, e a perspectiva de desvalorização do real frente ao dólar, impulsionada por um movimento global de valorização da moeda americana.

“É um cenário que mistura uma inflação ainda salgada, ainda não controlada, juros altos e atividade mais fraca”, resumiu a analista, acrescentando que 2027 representará um grande desafio econômico para quem assumir o novo governo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites

Conteúdo Original / Fonte: afonsobenites

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