Produtividade tóxica gera exaustão e danos à saúde mental, dizem estudos

Por CNN Brasil 01/07/2026 às 16:34

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A busca incessante por produtividade tem gerado um fenômeno preocupante na sociedade atual: a exaustão coletiva. A sensação de culpa ao descansar e a pressão para otimizar cada minuto do dia são sintomas de um comportamento que especialistas já identificam como prejudicial à saúde mental e física da população.

A cultura da produtividade tóxica, amplamente disseminada nas redes sociais, tem gerado um cansaço generalizado entre os trabalhadores brasileiros, e os períodos destinados ao lazer e ao ócio começaram a ser condenados pelo novo estilo de vida exaustivo.

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Steven Bartlett e a cultura da otimização

O tema ganhou destaque recente em fóruns online após uma fala de Steven Bartlett, apresentador do podcast “Diary of a CEO” — um dos mais ouvidos no mundo. Bartlett afirmou que tomar três taças de vinho arruinou os três dias seguintes de sua rotina, pois não conseguiu trabalhar e se exercitar como desejava.

A declaração gerou forte reação do público, que questionou se nem mesmo os momentos de lazer e descanso seriam mais permitidos. O episódio ilustrou um pensamento cada vez mais presente: cada segundo deve ser otimizado e aproveitado de forma produtiva.

Nas plataformas sociais, rotinas de “otimização” que incluem acordar às cinco da manhã, mergulhar o rosto em gelo e ir à academia logo cedo começaram a ser disseminadas sem controle por coaches e influenciadores digitais.

Para quem possui uma agenda comum, que inclui responsabilidades fixas, como empregos restritivos, esse tipo de conteúdo gera uma dupla sensação: a frustração de nunca conseguir alcançar tais padrões e um profundo sentimento de exaustão apenas ao observá-los.

Exaustão coletiva no Brasil

Em 2024, um levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva revelou que 60% dos brasileiros declaram não ter nenhum momento de ócio durante a semana. Entre esses, há tanto trabalhadores que não dispõem de tempo livre quanto aqueles que simplesmente não se permitem descansar, mesmo tendo cotidianos flexíveis.

Outro estudo, conduzido por uma health tech que acompanhou quase duas mil pessoas ao longo de um período, concluiu que aproximadamente 70% delas viviam em estado de alerta elevado — entre os níveis 4 e 5 de uma escala de hipervigilância.

Esse indicador aponta que, mesmo após o expediente, esses indivíduos permanecem em constante estado de urgência, incapazes de relaxar. Ainda de acordo com dados do Ministério da Previdência, houve um aumento de 800% no número de afastamentos por burnout entre 2021 e 2025 e, somente no ano passado, mais de 500 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais.

As pesquisas mencionadas reforçam a noção de que, para além de prejudicar o bem-estar e a qualidade de vida de vários cidadãos, a produtividade tóxica afeta negativamente os resultados de grandes empresas e o desenvolvimento do mercado de trabalho.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosprodutividadeSíndrome de BurnoutTrabalho


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por luizazequim

Conteúdo Original / Fonte: luizazequim

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