As principais entidades que representam o setor produtivo do Acre promovem, nesta quinta-feira (30), um encontro com os pré-candidatos ao Governo do Estado para apresentar uma série de propostas voltadas ao desenvolvimento econômico e social.
O primeiro a participar do encontro foi o ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom. Durante coletiva de imprensa, ele afirmou que o fortalecimento da economia acreana passa, necessariamente, pelo desenvolvimento do setor produtivo rural.
Segundo Bocalom, a industrialização do estado depende, antes de tudo, da produção de matéria-prima.
“Então, primeiro tudo, a gente tem que ter matéria-prima. Se não tiver matéria-prima, esquece indústria. É balelo que a vida inteira vamos industrializar o ar. Com o quê? Que matéria-prima vai ser beneficiada? Então, por isso que eu defendi a vida inteira o produzir para empregar. Se a gente tiver arroz à vontade, vamos ter beneficiador do beneficiamento”, disse.
O pré-candidato voltou a defender o lema “produzir para empregar”, destacando que o incentivo à produção de arroz, milho, soja, café, leite e carnes pode impulsionar a instalação de agroindústrias e gerar emprego e renda.
“Então, por isso que eu sempre defendi o produzir para empregar, começando com o setor produtivo primário. Então, por isso que eu defendo que a gente tenha café, que a gente tenha leite, que a gente tenha mais carne, seja ela bovina, seja ela suína ou de aves. Então, tudo isso vem do nosso campo. Então, nós precisamos fortalecer o setor produtivo rural”, defende.
Ele criticou políticas já adotadas anteriormente, afirmando que modelos como a chamada “florestania” não produziram os resultados esperados na geração de renda para a população.
“O agro, esse é o grande caminho que o agro tem. Não tem outro caminho. Inventaram outros caminhos aí, como o caso da florestania, e deu tudo errado. E o que aconteceu é que as pessoas, em vez de ter vidas mais dignas, começaram a perder a sua dignidade. Por quê? Porque faltou renda. Então, renda só vem no estado do Acre, não tem outra alternativa”, diz.

Bocalom também destacou que pretende analisar as propostas apresentadas/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
Bocalom também destacou que pretende analisar as propostas apresentadas pelas entidades empresariais e afirmou que elas poderão contribuir para o aperfeiçoamento de seu plano de governo.
“Eu não tenho dúvida que vem propostas muito boas aí, que vai agregar o plano de governo que eu me convive. O plano de governo do ponto de vista para empregar é o mesmo, desde quando fui candidato a governador pela primeira vez em 2007. É claro que a gente vai agregar mais algumas propostas novas que, por acaso, venham. que a gente sinta que é possível, nós não vamos inventar roda”, completou.
Segundo ele, ideias que antes eram criticadas hoje ganharam espaço no debate sobre o desenvolvimento do Acre.
“Não tenho dúvida nenhuma que o projeto nosso hoje está mais atual do que nunca. Porque lá atrás, quando eu defendi o produtivo para empregar, eu muitas vezes fui chamada de doido. Mas, graças a Deus, que a doidura de 30 anos atrás, o tempo passou e viu que não tinha doidura. Tinha, sim, um projeto verdadeiro de desenvolvimento para esse Estado e que daria certo se tiver sido implantado. Mas nunca é tarde e a gente vai contar a partir de agora”, finalizou.
A iniciativa é realizada no auditório da Fecomércio-AC, em Rio Branco, e reúne a Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (FAEAC), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC) e o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre.
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