Acre integra celebração do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas

Exposição “Somos a Lusofonia”. Foto: Astorige Carneiro/ContilNet

Celebrando a diversidade cultural e a herança luso-descendente em diversos países, comemora-se no dia 10 de junho o Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas em diversas partes do mundo. A data foi assim escolhida por ser o dia da morte do poeta Luís de Camões e do Santo Anjo da Guarda de Portugal (Arcanjo Miguel).

Em Rio Branco, a data é lembrada pela Casa de Portugal e Lusofonia do Acre. Em ação desde 2012, o centro cultural é presidido pelo português Manoel Sousa Fonseca. Na última sexta-feira (9), foi lançada no Palácio da Justiça a exposição “Somos a Lusofonia”, que ficará em exposição até o dia 30 de junho.

Exposição “Somos a Lusofonia”. Foto: Astorige Carneiro/ContilNet

“Esta data é lembrada em diversos países, que vão de Portugal até o Brasil, Moçambique, Timor Leste e Angola. O título da exposição vem do fato de termos, além da língua portuguesa, uma tradição cultural em comum com outros países. Se uma árvore sem raiz morre, o mesmo acontece com um cidadão sem conhecimento de suas origens: morre um pouco sem saber de onde veio. Esse tipo de conhecimento geralmente impulsiona nosso futuro”, explicou Manoel.

Programação vai até o final de junho. Foto: Astorige Carneiro/ContilNet

Além da exposição, ocorre neste sábado (10), a partir das 20h30, no Casarão, a apresentação “História do Fado – Patrimônio Imaterial da Humanidade”. O evento destaca a importância cultural do fado, estilo musical português elevado à categoria de Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade em 2011 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O fado, cujo nome vem do latim “fatum”, significa “destino”, e traz em muitas de suas letras e melodias as saudades de amores passados e as tristezas decorrentes das “sinas do destino”. Entre suas principais representantes, está Amália Rodrigues (1920-1999), conhecida mundialmente como “Rainha do Fado”.

José do Carmo, diretor e membro fundador da Casa de Portugal e Lusofonia do Acre, afirma que, nestes cinco anos de atuação, o espaço vem expandindo suas ações e reforçando parcerias com outras organizações culturais de Rio Branco, como a Academia Acreana de Letras (AAL) e a Academia dos Poetas Acreanos (APA).

“Nossos eventos buscam mostrar que, mesmo em continentes diferentes, existe um elo entre as pessoas, e este elo é um dos mais fortes que existem: o cultural. Quando se abraça os elementos positivos de uma cultura, fazemos nossa parte para que uma parte da nossa herança não morra”, disse José.

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