Com renĂșncia de Marcus Alexandre, PT perde Ășnico prefeito entre as Capitais

Por FÁBIO PONTES, DA CONTILNET 27/03/2018 Atualizado: hå 8 anos

A renĂșncia do engenheiro civil Marcus Alexandre Viana Ă  Prefeitura de Rio Branco farĂĄ com que o Partido dos Trabalhadores (PT) perca seu Ășnico representante entre as prefeituras das 26 Capitais.

A reeleição de Marcus ainda no primeiro turno das eleiçÔes de 2016 foi vista como um “trunfo” apĂłs o partido perder nos maiores colĂ©gios eleitorais. A derrota nas urnas foi vista como consequĂȘncia das denĂșncias de corrupção envolvendo o PT na Operação Lava Jato.

Com a escolha do prefeito para ser o candidato do PT Ă  sucessĂŁo de TiĂŁo Viana, a prefeitura da Capital cairĂĄ no colo da professora Socorro Neri, filiada ao PSB. A Ășnica forma dos petistas se manterem (pelo menos de direito e nĂŁo apenas de fato) Ă  frente da gestĂŁo municipal Ă© fazendo com que Neri assine sua ficha de filiação Ă  legenda.

Com renĂșncia de Marcus Alexandre, PT perde Ășnico prefeito entre as Capitais

Mesmo prometendo em sua campanha que não abandonaria o cargo de prefeito para disputar o governo, Marcus é o pré-candidato do PT/Foto: reprodução

Metamorfoses

Meses antes de ser anunciada como a vice de Marcus Alexandre, Socorro Neri estava no PSDB e era apontada como a candidata dos tucanos. Desentendimentos internos, porém, fizeram a professora universitåria abandonar o ninho do tucanato.

Apesar de oficialmente a gestĂŁo da prefeitura nĂŁo ficar com o PT, a tendĂȘncia Ă© que o partido continue a dar as cartas. Os petistas se manterĂŁo no controle da mĂĄquina municipal.

Pelas regras eleitorais, Marcus Alexandre precisa deixar a cadeira de prefeito atĂ© o dia 7 de abril, seis meses antes das eleiçÔes. Procurada, a assessoria do prefeito nĂŁo informou a data oficial da renĂșncia. JĂĄ Socorro Neri vai exercer um mandato-tampĂŁo atĂ© 2020.

Trajeto interrompido

Não é só Marcus Alexandre que abandonarå o cargo no meio do caminho. Seu principal adversårio, o senador Gladson Cameli (Progressistas), também terå que largar o mandato em Brasília se for eleito governador em outubro.

Abandonar o trem em pleno movimento Ă© um dos maiores desgastes para o currĂ­culo de um polĂ­tico. E o PT sabe usar como ninguĂ©m essa tĂĄtica. Agora o feitiço parece estar contra o feiticeiro, pois o partido se vĂȘ obrigado a abandonar a Prefeitura de Rio Branco para assegurar o vianismo no poder.

Neófito na política ao se lançar candidato a prefeito em 2012, Marcus Alexandre usou como principal arma para desgastar seu concorrente e então favoritos nas pesquisas, Tião Bocalom (à época PSDB), a imagem de que, se eleito, Bocalom usaria a prefeitura apenas como trampolim para disputar o governo dali dois anos. A estratégia deu certo, Marcus Alexandre virou o jogo e venceu a disputa.

Desta vez Ă© Marcus Alexandre quem precisarĂĄ se explicar ao leitor sobre o porquĂȘ de abandonar a prefeitura em um momento no qual a cidade enfrenta grave crise de infraestrutura (com as ruas tomadas por buracos), e outras deficiĂȘncias em setores como a saĂșde.

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