Advogada comprou e pediu remédio emprestado no AC para tentar salvar pai que morreu de Covid-19

Por JURUÁ INFORMATIVA 05/04/2021

Francisco Maciel da Silva, o Chiquinho do Mercado da Farinha,  de 65 anos , morreu vĂ­tima de Covid-19 no Ășltimo sĂĄbado, 3, no Hospital  de Campanha  de Cruzeiro do Sul. Ele foi internado a primeira vez no  dia 20 de março. Recebeu alta dia 23 e foi  levado de volta pela famĂ­lia  para o Hospital  de Campanha no dia seguinte. Durante duas semanas, ele esteve na unidade semi-intensiva, na Unidade de  Terapia Intensiva (UTI) e depois foi  intubado, atĂ© que nĂŁo resistiu e morre nesse final de semana.

Falta de remédios

A filha, a advogada Janaira Silva,  conta que quando o pai foi para a UTI teve de comprar medicamentos em Cruzeiro do Sul, Rio Branco e até Brasília,  porque o Hospital de Campanha não dispunha da medicação específica.

Ela tambĂ©m diz ter conseguido outro remĂ©dio  emprestado em Cruzeiro e terĂĄ que devolver a ampola. “Fico me perguntando: “quem nĂŁo pode comprar, nem pegar uma  ampola emprestada, por exemplo, faz o quĂȘ na tentativa de salvar o ente querido?”, questiona.

Outra reclamação da filha Ă© que ela ficou 5 dias sem notĂ­cias do pai, sem acesso ao boletim, que deveria ser diĂĄrio. “É muita agonia nĂŁo ter notĂ­cias”, reclama.

“Meu pai foi casado por 48 anos com minha mĂŁe,  foi um homem muito querido e estava no Mercado da Farinha hĂĄ cerca de 40 anos com muita honra.  Estamos devastadas e eu perdi meu defensor,  meu herĂłi e meu conselheiro. Essa doença entra na casa da gente e leva o ente querido,  o equilĂ­brio e atĂ© a fĂ© da gente”, conclui, fazendo um alerta para a população de Cruzeiro do Sul. “É preciso cumprir as medidas sanitĂĄrias, sair o mĂ­nimo possĂ­vel e nĂŁo receber pessoas em casa. O perigo Ă© grande”, diz.

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