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26 novembro 2021 6:18 pm

Técnico que graduou Glover na faixa-preta de jiu-jitsu exalta feitos do campeão

Sem saber o que é derrota desde 2018, Glover Teixeira chegou ao ponto mais alto de sua carreira no dia 30 de outubro, quando finalizou Jan Blachowicz e conquistou o cinturão dos meio-pesados (93 kg) do UFC

POR AG FIGHT

Última atualização em 10/11/2021 10:55

Sem saber o que é derrota desde 2018, Glover Teixeira chegou ao ponto mais alto de sua carreira no dia 30 de outubro, quando finalizou Jan Blachowicz e conquistou o cinturão dos meio-pesados (93 kg) do UFC. Com esse resultado, o brasileiro alcançou um recorde na companhia e é o atleta que teve mais triunfos por finalização na história da categoria, com sete, e um profissional ajudou o mineiro a conseguir esta façanha.

Em 2003, Glover, ainda na faixa-azul de jiu-jitsu, se mudou para Danbury (EUA) e conheceu Luigi Mondelli. O treinador especialista na arte suave abriu as portas da filial da ‘American Top Team’ na cidade para o brasileiro e o ajudou a alcançar a faixa-preta da modalidade, além de afiar ainda mais o jogo de chão do meio-pesado.

Apesar de não integrar mais a equipe de Glover desde 2017, por uma decisão em comum acordo, Luigi, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, recordou os momentos que viveu ao lado do atual campeão do UFC e destacou o talento que o atleta lhe mostrou desde cedo, praticamente o ‘obrigando’ a lhe graduar com a faixa-preta com oito anos de prática. Para o treinador, Teixeira sabe usar como poucos o jiu-jitsu no MMA.

“Ele sempre teve uma facilidade grande para aprender. Sempre foi muito forte, tinha uma agressividade muito grande e uma simplicidade no jiu-jitsu. Ele manteve um jogo simples e preciso, não inventava muito. Acho que o diferencial dele no jiu-jitsu era sua pressão, porque sempre foi muito forte. Ele sabe usar o peso dele muito bem, fazer as pessoas cansarem. Ele adaptou bem o jiu-jitsu dele para o MMA, porque sabe a hora de bater, de amaciar e tem umas posições que usa muito bem, como a guilhotina, o mata-leão pelas costas modificado como vocês viram (contra o Blachowicz)”, explicou.

Durante sua parceria com Glover, Luigi viu o competidor chegar ao UFC e disputar pela primeira vez o cinturão da categoria, depois de engatar uma sequência de cinco vitórias na organização. Naquela época, apontavam que o mineiro havia chegado ao seu auge e não teria uma nova chance pelo título. No entanto, o lutador calou os críticos e, com 42 anos, alcançou o topo do mundo. Por ter convivido anos com o veterano, Mondelli deu sua visão de somente agora o atleta ter alcançado seu melhor momento.

“Acho que foi uma combinação de fatores. Quando ele foi nocauteado pelo Anthony Johnson e pelo (Alexander) Gustafsson acho foi uma falta de estratégia, na época não tinha mudado o jogo dele. Contra o Phil Davis eu estava com ele e não estava feliz com o corte de peso. Então acho que ele e tornou mais profissional em algumas coisas, mas nunca perdeu a dedicação e o foco. Talvez tenha escutado mais os treinadores dele agora. Antes ele tinha a sede do nocaute e parece que dessa vez voltou para a origem dele, porque ele tem um jiu-jitsu muito bom, embora tenha uma mão pesada”, concluiu.

Glover Teixeira compete no MMA profissional desde 2002 e acumula 33 vitórias e sete derrotas em sua carreira. Atualmente, o lutador atravessa grande momento no UFC, com seis triunfos seguidos, sua melhor marca na organização desde a estreia nela, em 2012.

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