Grupo criminoso ameaça ‘guerra contra estado’ e faz exigĂȘncias no RN

Por Uol 18/03/2023

Criminosos que se identificam como membros da facção responsĂĄvel por ataques no Rio Grande do Norte divulgaram um vĂ­deo nas redes sociais com exigĂȘncias para o fim dos atos de violĂȘncia que aterrorizam o estado desde terça-feira (14). O MinistĂ©rio PĂșblico e o governo estadual investigam o caso e tentam identificar os autores.

O que aconteceu?

Um vĂ­deo mostra trĂȘs homens mascarados, com armas de grosso calibre, reivindicando melhorias para o sistema prisional do estado;

Eles querem visitas Ă­ntimas de 15 em 15 dias e quatro visitas por mĂȘs, uma por semana;

Citam banho de sol, alimentação melhor, televisão e luz nas celas;

Exigem que autoridades investiguem o Poder JudiciĂĄrio do Rio Grande do Norte por “nĂŁo soltar presos do semiaberto”.

Fontes ligadas ao MinistĂ©rio PĂșblico do Rio Grande do Norte afirmaram Ă  reportagem que vĂŁo investigar o vĂ­deo para identificar os autores. A Secretaria da Segurança PĂșblica e da Defesa Social do Estado informou que nĂŁo comentaria o conteĂșdo, mas que o material serĂĄ investigado.

O que mostram os vĂ­deos? Os homens fazem ameaças a policiais e autoridades do Rio Grande do Norte. “Essa guerra nĂŁo vai parar enquanto tudo isso que a gente tĂĄ deixando claro nĂŁo for aceito pelo governo.”

Um dos homens mascarados diz: “A gente nĂŁo quer guerra, a nĂŁo ser com o governo. Nossa guerra tĂĄ declarada com o Estado”. Na sequĂȘncia, outro cita agentes penitenciĂĄrios e policiais — chamados por ele de “opressores”. “A gente nĂŁo vai parar mais, nĂŁo, enquanto o direito pros nossos irmĂŁos que tĂĄ lĂĄ dentro nĂŁo for aceito.”

Os homens mascarados afirmam que juĂ­zes de execução do estado estariam dificultando a progressĂŁo de presos para o regime semiaberto. “O STF pode analisar direitos humanos e os ĂłrgĂŁos competentes tambĂ©m.

SĂł queremos tirar uma cadeia dignamente.” Eles exigem ainda que sejam investigados integrantes do sindicato dos agentes penitenciĂĄrios, servidores do sistema carcerĂĄrio e do Poder JudiciĂĄrio.

Os homens citam ainda a penitenciĂĄria RogĂ©rio Coutinho Madruga e dizem que a unidade tem “celas superlotadas, muito quentes, temperatura 40 a 50 graus.”

Segundo eles, o presĂ­dio deve ser “desativado por falta de condiçÔes de os presos cumprirem uma pena dignamente, os agentes brigam com os presos de enforcar, joga dentro de um cativeiro cheio de spray de pimenta.”

Governo transfere 9 presos para prisÔes federais

Nove presos pelos ataques foram transferidos do presídio Rogério Coutinho, localizado no Complexo de Alcaçuz, para penitenciårias federais.

A ação foi feita pela Focopen (Força de Cooperação PenitenciĂĄria) da Secretaria Nacional de PolĂ­ticas Penais, ligada ao MinistĂ©rio da Justiça. O pedido de transferĂȘncia Ă© do MinistĂ©rio PĂșblico do Rio Grande do Norte.

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