Prefeito diz que gestão anterior deixou déficit de R$ 1,4 milhão e servidores podem ser penalizados

"Há falta de recursos para quitar não apenas as obrigações dos servidores, mas também os pagamentos a fornecedores e prestadores de serviços", destacou o atual prefeito

O atual prefeito de Feijó, Railson Ferreira, procurou a reportagem do ContilNet nesta quarta-feira (29) para denunciar a gestão passada por deixar um suposto déficit de R$ 1.488.254,90 em obrigações não pagas aos servidores públicos.

Prefeitura de Feijó. Foto: Reprodução

Railson afirma que o ex-prefeito Kiefer Cavalcante gerou uma situação alarmante no município, que pode afetar gravemente os trabalhadores municipais.

“Foi identificado um déficit de R$ 1.488.254,90 em obrigações não pagas aos servidores, incluindo empréstimos consignados que foram descontados diretamente de seus salários, mas não repassados aos credores. A nova administração, que assumiu com a missão de restaurar a confiança na gestão pública, encontra-se diante de um cenário desafiador. A equipe financeira da prefeitura tem se debruçado sobre as contas para entender a totalidade das pendências deixadas pela administração anterior”, afirmou o prefeito.

Ferreira disse ainda que o déficit trouxe “surpresas indesejáveis”.

Railson é o atual prefeito de Feijó/Reprodução

“Há falta de recursos para quitar não apenas as obrigações dos servidores, mas também os pagamentos a fornecedores e prestadores de serviços”, destacou.

“Estamos em processo de levantamento de dados e ainda não temos uma visão completa da situação. O que sabemos é que a falta de planejamento e a irresponsabilidade na gestão anterior deixaram um legado de dívidas e incertezas”, acrescentou.

Kiefer é ex-prefeito de Feijó/Foto: Reprodução

Railson concluiu a entrevista afirmando que, caso as pendências não sejam resolvidas, os servidores podem enfrentar cobranças diretas, “já que muitos deles começaram a receber notificações de bancos sobre a inadimplência”.

“A situação em Feijó serve como um alerta sobre as consequências de uma gestão fiscal irresponsável e a importância de um planejamento adequado para o futuro do município. Segundo informações, vários fornecedores e empresas prestadoras de serviços também não receberam, e esse levantamento está sendo feito”, finalizou.

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