De olho em 2026, Mailza muda perfil nas redes sociais e coloca o ‘bloco na rua’

A ideia é clara: deixá-la mais próxima do eleitor comum, sobretudo das mulheres, evangélicos e jovens — três públicos que ela pretende fidelizar até 2026

Quem acompanha as redes sociais da vice-governadora Mailza Assis tem percebido uma mudança sutil, mas muito bem calculada: o tom institucional deu espaço a vídeos mais leves, bastidores de agendas, conversas “ao pé do ouvido” com populares e, claro, mais sorrisos e legendas inspiradoras. Tudo isso embalado por uma estética moderna, que remete ao que chamam em Brasília de “estratégia de humanização digital”.

Vice-governadora Mailza Assis/Foto: Reprodução

Coincidência? Nenhuma.

Aliados da vice confirmam nos bastidores: Mailza está, sim, em modo campanha. Ou, ao menos, em modo “construção de imagem”. A ideia é clara: deixá-la mais próxima do eleitor comum, sobretudo das mulheres, evangélicos e jovens — três públicos que ela pretende fidelizar até 2026, quando o tabuleiro da sucessão ao governo do Acre vai estar definitivamente posto.

Apesar de manter boa relação com o governador Gladson Cameli, Mailza quer deixar de ser apenas a “vice dele” ou “a senadora de suplência”. A meta agora é ser percebida como protagonista, com luz própria.

Fontes próximas dizem que o núcleo político mais próximo de Mailza tem apostado nessa virada digital como primeiro passo para uma candidatura mais robusta ao Palácio Rio Branco. Ela já tem percorrido eventos no interior, reforçado a presença em agendas femininas e até puxado articulações discretas com lideranças comunitárias, vereadores e figuras do agro — tudo fora dos holofotes.

É consenso entre os líderes do governo: Mailza já colocou o bloco na rua.

Do outro lado …

Nos bastidores da política acreana, a movimentação para 2026 está mais acelerada do que parece. A novidade da semana é que Mara Rocha vai se filiar ao Republicanos — e não é um movimento isolado.

A filiação deve acontecer já na próxima semana e faz parte de uma costura maior: a formação da chapa que será encabeçada por Alan Rick na disputa pelo governo do Estado.

O plano é claro: Alan candidato ao governo, Mara ao Senado. Os dois já vinham se reaproximando nos últimos meses, e a entrada dela no Republicanos sela de vez a parceria política.

Uma vaga em aberto

Com isso, a chapa começa a ganhar corpo. E uma segunda vaga ao Senado segue aberta — mas, nos bastidores, o que se comenta é que ela deve ser reservada para o MDB. A ideia é atrair o partido para a aliança, oferecendo espaço de protagonismo em troca de tempo de TV, capilaridade e apoio em regiões estratégicas.

Enquanto isso em Brasília …

Nos bastidores do Planalto, o veto do presidente Lula ao projeto que aumenta o número de deputados na Câmara tem sido visto como um movimento político calculado — e, até aqui, acertado.

Com a popularidade fragilizada em algumas regiões e a oposição ainda barulhenta nas redes, Lula parece ter encontrado uma brecha para dialogar diretamente com o sentimento majoritário da população: a rejeição ao inchaço da máquina pública.

O veto caiu bem. Em Brasília, incomodou. Mas, para a base da opinião pública, a decisão do presidente foi vista como sinal de sensatez. A ideia de criar mais cargos no Congresso em meio a crises econômicas e problemas de representatividade não pegou bem — e o Planalto captou isso.

O projeto, aprovado na surdina na Câmara, previa a criação de 13 novas cadeiras para deputados federais, mexendo na distribuição por estado. A conta final? Mais gasto público e mais tensão entre poderes.

Importante ressaltar

Um dado importante para os estados do Norte: o Acre, por exemplo, não ganharia nenhuma cadeira extra. Ou seja, para o eleitor acreano, o projeto significaria mais despesas para o país — e zero de representatividade adicional.

Resex

Depois de dias de tensão na BR-317 e embates diretos entre pecuaristas e o ICMBio, a Reserva Extrativista Chico Mendes volta ao centro do debate — desta vez, com uma articulação política liderada pelo senador Alan Rick.

O parlamentar, que é líder da bancada federal do Acre, se reúne nesta quinta-feira (10), às 10h, com representantes dos moradores da Resex, em Xapuri. A reunião será na sede da Cooperacre e tem como pano de fundo o embate mais recente envolvendo a Operação Suçuarana, que resultou na apreensão de gado criado em áreas embargadas e provocou uma série de protestos que travaram a rodovia por dias.

A pauta oficial é a revisão do Plano de Manejo da unidade de conservação — especialmente no que diz respeito à regularização da pecuária de pequeno porte. Mas, na prática, o encontro é uma tentativa de despressurizar o ambiente político e social que se formou após a operação.

A avaliação nos bastidores é que a pressão sobre o governo federal e os órgãos ambientais cresceu nos últimos dias, com apoio de lideranças políticas locais e até do agronegócio nacional. Alan tenta ocupar um espaço de mediação: nem contra a conservação, nem contra os moradores.

Acre como protagonista

Quem também entrou no circuito das articulações sobre a ferrovia interoceânica foi a deputada federal Socorro Neri (PP-AC). Ela tem reunião marcada com a ministra do Planejamento, Simone Tebet, para tratar do projeto que promete ligar o Brasil ao Peru por meio de um corredor ferroviário estratégico para exportações — e que tem o Acre como peça-chave.

A movimentação de Neri acontece nos bastidores da retomada da proposta da ferrovia bioceânica, que ganhou fôlego após os últimos encontros entre o presidente Lula e o governo chinês. Tebet, aliás, é uma das principais articuladoras da ideia dentro do Planalto e vem conduzindo conversas com o Itamaraty, com técnicos da área de logística e com representantes de países vizinhos.

Inadmissível 

A situação em Sena Madureira revela uma gestão autoritária e intolerante por parte do prefeito Gherlen Diniz, que demonstra uma incapacidade de lidar com críticas e denúncias legítimas à sua administração. A atitude de ordenar ataques ao ContilNet, após a divulgação de denúncias sobre a falta de medicamentos nos postos de saúde, é não apenas condenável, mas também um sinal de autoritarismo extremo e de uma gestão que não aceita a transparência nem a fiscalização da sociedade.

Além disso, a conduta de seus comissionados, que agiram em horário de trabalho para atacar um veículo de imprensa, evidencia um desrespeito às normas básicas de ética e ao serviço público. Isso demonstra que o prefeito incentiva, ou pelo menos tolera, práticas que ferem os princípios da administração pública e da liberdade de imprensa.

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