Bruno de Souza Costa, conhecido por diversos apelidos como “Gel”, “Marrone”, “K”, “2K” e “Baruque”, foi capturado no Peru após uma operação conjunta entre autoridades brasileiras e peruanas. Apontado como o principal líder do Comando Vermelho no Acre, Bruno era considerado foragido da Justiça e figurava na lista da Difusão Vermelha da Interpol, alerta internacional para captura e extradição imediata de criminosos procurados.
A prisão foi possível graças a uma investigação minuciosa conduzida pelo Núcleo Especializado de Investigação Criminal (NEIC) de Cruzeiro do Sul. Com base nas informações colhidas pela equipe do NEIC, foi possível localizar com precisão o paradeiro do criminoso, permitindo que a Polícia Nacional do Peru realizasse o cerco e efetuasse a prisão.

Bruno de Souza Costa é investigado por participação direta em diversos assassinatos no Acre/ Foto: Reprodução
Mesmo residindo fora do país, Bruno continuava atuando como o “01” do Comando Vermelho no Estado do Acre. Segundo as investigações, ele comandava de fora do Brasil a estrutura criminosa no estado, sendo responsável por ordenar execuções, sequestros, tráfico de drogas e armas, além de impor punições internas com extrema violência, por meio de torturas e homicídios de integrantes da facção.
Temido pela crueldade com que operava, Bruno de Souza Costa é investigado por participação direta em diversos assassinatos no Acre, todos marcados por requintes de brutalidade. Com sua prisão, inicia-se agora o processo de extradição para o Brasil, onde deverá responder por uma série de crimes graves.
O NEIC de Cruzeiro do Sul atua neste momento em articulação com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Acre, a Polícia Federal e o Ministério da Justiça, para garantir que a extradição ocorra com rapidez e dentro dos trâmites legais.
Segundo nota da Polícia, a captura de Bruno representa um duro golpe contra a estrutura do Comando Vermelho na região Norte e reforça o comprometimento das forças de segurança no combate ao crime organizado. A ação demonstra que, mesmo além das fronteiras nacionais, nenhum criminoso está fora do alcance da Justiça
