Após relatório, Governo diz que situação fiscal impede concessão de novos PCCRs a servidores

Para evitar mais gastos, o Governo afirma que vai adotar algumas medidas

Acre é o 3º estado do país com maior equilíbrio salarial entre homens e mulheres no serviço público
Acre é o 3º estado do país com maior equilíbrio salarial entre homens e mulheres no serviço público/Foto: Diego Gurgel

O Governo do Estado divulgou nesta terça-feira (30) os resultados financeiros e fiscais alcançados pelo Executivo no segundo quadrimestre de 2025 (maio a agosto). Os dados constam no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

De acordo com o levantamento sobre gastos com pessoal, a partir da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), por apenas quatro décimos o Governo não cumpriu o limite prudencial de 46,55%, alcançando o percentual de 46,59%.

Palácio Rio Branco/Foto: Reprodução

Mesmo assim, a Secretaria de Estado da Fazenda aponta que o Executivo segue reduzindo o limite de gastos com pessoal, uma vez que os últimos relatórios contabilizaram 46,77% e 46,85%, respectivamente.

“Os números confirmam que a gestão Gladson Cameli continua firme no caminho da responsabilidade fiscal e do equilíbrio nas contas públicas. Isso demonstra que, mesmo com o pagamento da primeira parcela do 13º [salário], o reajuste a todos os servidores e as convocações em algumas áreas permitidas, como saúde, segurança e educação, temos reduzido o percentual a cada quadrimestre”, destacou o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas.

PCCRs

O novo relatório traz uma notícia não muito positiva aos sindicatos, especialmente da Saúde, que aguardam a revisão e aprovação dos novos Planos de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCRs). O Governo afirmou que “apesar dos avanços no equilíbrio e conformidade fiscais, as condições ainda se apresentam como desfavoráveis ao atendimento das solicitações de sindicatos de servidores que pleiteiam novo aumento salarial”.

A Sefaz entende que as convocações de concursados e cadastros de reserva, além do reajuste concedido pelo governo, que contempla 51 mil servidores, contribuíram também para o não cumprimento do limite prudencial, “apesar do esforço e do compromisso da gestão em melhorar a arrecadação para reduzir o percentual de gastos com pessoal”.

Para evitar mais gastos, o Governo afirma que vai adotar algumas medidas:

“Como forma de gerenciamento fiscal, o governo segue adotando medidas emergenciais que ajustem a contenção de gastos para evitar o descumprimento da LRF, como suspensão de novas contratações, redução de despesas temporárias ou cargos comissionados, entre outros cortes”, finalizou.

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