Neste 5 de setembro, Dia da Amazônia, a luta em defesa da maior floresta tropical do planeta ganha ainda mais força ao se cruzar com a trajetória de Raimundão Mendes. Aos 80 anos, o seringueiro acreano é reconhecido como um dos maiores símbolos vivos da resistência amazônica, mantendo acesa a chama de proteção da floresta que marcou a história de seu primo, Chico Mendes, assassinado em 1988.

Sua presença é símbolo de que a resistência não é apenas memória do passado, mas uma realidade viva/ Foto: Redes Sociais
Guardião da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri, onde nasceu e vive até hoje, Raimundão transformou sua própria vida em testemunho da relação possível entre floresta em pé e sobrevivência. Do extrativismo tirou sustento, criou família e construiu um legado que inspira novas gerações a acreditar que a preservação é o caminho para o futuro.

Mais do que um modo de sobrevivência, a atividade representa para ele o futuro sustentável da região/ Foto: Redes Sociais
Em meio a perseguições, ameaças e tentativas de enfraquecer sua voz, Raimundão segue denunciando crimes ambientais e alertando contra a expansão do desmatamento. Sua presença é símbolo de que a resistência não é apenas memória do passado, mas uma realidade viva, que pulsa diariamente na Amazônia acreana.

Celebrar o Dia da Amazônia é também celebrar Raimundão Mendes/ Foto: ContilNet
Um dos marcos de sua atuação recente é o Ateliê da Floresta, inaugurado em 2024 após mais de uma década de sonho. O espaço reaproveita resíduos de madeira encontrados no chão da reserva e os transforma em arte, móveis e utensílios, gerando renda para a comunidade e mostrando que é possível inovar sem derrubar árvores.
Celebrar o Dia da Amazônia é também celebrar Raimundão Mendes, exemplo de coragem e resiliência que mantém a floresta viva e reafirma o papel do Acre como berço de lideranças que marcaram e seguem marcando a defesa ambiental no Brasil.
