Merenda escolar é mais que comida: é saúde, educação e futuro

No Dia da Alimentação Escolar, é hora de valorizar a importância da merenda para o desenvolvimento físico, cognitivo e social das crianças brasileiras

O Dia da Alimentação Escolar, celebrado em 21 de outubro, reforça a importância da merenda como instrumento de promoção da saúde, combate à fome e construção de hábitos alimentares saudáveis desde cedo.

Para milhões de crianças e adolescentes no Brasil, a merenda escolar é a única refeição equilibrada do dia. E mais do que nutrir, ela educa, acolhe e influencia escolhas que se prolongam para a vida adulta.

Dia da Alimentação Escolar

Por que a alimentação escolar é tão importante?

✔️ Combate a desnutrição e a fome
A merenda escolar garante acesso regular a alimentos saudáveis, especialmente em regiões com vulnerabilidade social.

✔️ Melhora o desempenho escolar
Alunos bem alimentados têm mais atenção, melhor rendimento e menor risco de evasão.

✔️ Forma o paladar infantil
Ao oferecer frutas, legumes, arroz, feijão e alimentos minimamente processados, a escola ajuda a desenvolver a aceitação por sabores naturais e reduz a dependência por ultraprocessados.

✔️ Valoriza a agricultura familiar
O PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) determina que ao menos 30% dos alimentos adquiridos sejam de agricultores locais, promovendo saúde e economia regional.

Educação alimentar começa na infância

É na infância que aprendemos o que é “comida de verdade”. A escola tem um papel vital na formação de hábitos alimentares, na ampliação da consciência sobre o que se come e na prevenção precoce de doenças como obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão.

Quando o ambiente escolar valoriza a alimentação saudável, oferece refeições equilibradas e inclui projetos educativos (hortas, rodas de conversa, oficinas culinárias), ele contribui para que a criança:

  • Desenvolva autonomia alimentar;

  • Amplie o repertório de sabores e nutrientes;

  • Aprenda a cuidar do corpo e da saúde de forma prática.

Desafios que ainda enfrentamos

Mesmo com políticas como o PNAE, ainda há obstáculos:

  • Escolas sem estrutura adequada de cozinha ou refeitório

  • Baixo orçamento para ingredientes frescos e de qualidade

  • Falta de nutricionistas atuando diretamente

  • Resistência das crianças a alimentos in natura

  • Oferta frequente de ultraprocessados fora do ambiente escolar

Valorizar a alimentação escolar é valorizar o futuro. É garantir aprendizado, crescimento, bem-estar e dignidade. É também reconhecer o papel dos nutricionistas escolares, que planejam, educam e promovem saúde silenciosamente, todos os dias.

Educar para comer bem começa na infância, passa pela escola e se reflete por toda a vida.

Referências bibliográficas

Escrito por Luana Diniz, nutricionista clínica esportiva. Confira mais dicas na coluna Nutrição em Pauta .

*COLUNA NUTRIÇÃO EM PAUTA / LUANA DINIZ NUTRICIONISTA – CRN7 16302

Nutricionista e atleta, formada pela Universidade Federal do Acre, pós-graduada em nutrição clínica esportiva. Trabalha com atendimento clínico nutricional em parceria com a loja de suplementos Be Strong Fitness e é colunista do ContilNet em assuntos sobre alimentação e sua correlação com saúde e bem-estar.

Instagram: @luanadiniznutricionista

Contato: (68) 99973-0101

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