Os preços à vista da prata bateram um novo recorde histórico nesta terça-feira (14/10), confirmando a trajetória ascendente das últimas semanas, em que o metal foi impulsionado também pela disparada do ouro.
No início das negociações, a prata marcou US$ 53 a onça (o equivalente a R$ 289,50, pela cotação atual).
No acumulado de 2025 até aqui, a valorização da prata é de 85%, superando a do ouro – que também renovou sua máxima histórica nesta terça, a US$ 4.179 a onça (cerca de R$ 22,8 mil). A alta acumulada do ouro é de 59%.
Na semana passada, a prata superou a marca de US$ 50 a onça pela primeira vez em 45 anos, desde 1980.
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A disparada da prata
Segundo analistas do mercado, a trajetória ascendente da cotação da prata se deve, em grande parte, à busca dos investidores por ativos mais seguros, em meio às incertezas fiscais nos Estados Unidos e diante de um mercado de ações superaquecido.
Especialistas afirmam que a escassez de prata disponível em mercados como o de Londres, por exemplo, ajudou a sustentar os preços, ao mesmo tempo em que aumentou substancialmente o custo de empréstimos.
A alta do metal foi alavancada pelo chamado “comércio da desvalorização”, com investidores procurando segurança em ativos como bitcoin e criptomoedas em geral, ouro e prata, em um movimento de claro afastamento das principais moedas.
A prata é utilizada em todo o mundo como um ativo de investimento. O metal também tem aplicações industriais, especialmente nos mercados de painéis solares e turbinas eólicas – que representam mais de 50% de toda a prata vendida.
Em 2025, de acordo com projeções de analistas do mercado, a demanda pela prata deve superar a oferta pelo quinto ano consecutivo.
