Aleac tem recorde de trocas partidárias entre deputados nas últimas décadas, diz pesquisa

Legislativo do Acre bate recorde histórico de migração partidária; quase 60% dos candidatos à reeleição em 2022 abriram mão de seus partidos

Um estudo recente revelou um cenário de instabilidade partidária na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac). Segundo a pesquisa, o Parlamento acreano enfrenta uma verdadeira crise de fidelidade e lealdade partidária entre seus deputados estaduais.

Aleac tem recorde de trocas partidárias/Foto: Reprodução

O levantamento, realizado em parceria entre a Universidade Federal do Acre (Ufac) e o Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp/Uerj), analisou o comportamento político entre os anos de 1994 e 2022 e concluiu que a Aleac apresenta “alta fluidez e baixa lealdade partidária”.

Migração partidária na Aleac por ano
Ano Migraram Proporção
1998 3 0.18
2002 6 0.32
2006 8 0.47
2010 6 0.37
2014 6 0.40
2018 4 0.18
2022 11 0.58

O ponto mais expressivo desse fenômeno ocorreu nas eleições de 2022, quando 11 parlamentares trocaram de partido para disputar a reeleição. Em termos proporcionais, isso representa quase 60% (exatamente 58%) dos deputados que buscaram renovar o mandato.

O histórico mostra ainda que, em apenas duas eleições da série analisada — 1998 e 2018 —, menos de 30% dos parlamentares permaneceram nas mesmas siglas. O dado reforça que a migração partidária é um comportamento recorrente na política acreana.

Cenário para 2026

A movimentação partidária deve continuar nas eleições de 2026, embora com números possivelmente menores. Até o momento, pelo menos cinco deputados estaduais já anunciaram, publicamente, a intenção de deixar suas legendas.

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