Fadiga adrenal e alimentação: entenda a ligação e como recuperar a energia

Sono ruim, cansaço constante, irritabilidade e dificuldade de concentração podem indicar sobrecarga das glândulas adrenais e a alimentação tem papel direto na recuperação.

O que é a fadiga adrenal

A fadiga adrenal ocorre quando as glândulas suprarrenais, responsáveis por produzir hormônios como o cortisol e a adrenalina, entram em sobrecarga devido a longos períodos de estresse físico, mental ou metabólico.

Embora não seja oficialmente reconhecida como doença médica isolada, o quadro é real na prática clínica: o corpo entra em exaustão, o sistema nervoso fica em alerta constante e a energia simplesmente não volta — mesmo com descanso.

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Sintomas comuns

  • Cansaço persistente, mesmo após dormir;

  • Dificuldade de concentração e “mente nebulosa”;

  • Queda de cabelo e imunidade baixa;

  • Desejo por café, doces ou sal;

  • Irritabilidade e ansiedade;

  • Dificuldade para acordar e sonolência após o almoço.

Esses sinais podem estar ligados à disfunção no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), responsável pelo equilíbrio entre estresse e relaxamento.

O papel da alimentação na fadiga adrenal

O que você come (ou deixa de comer) pode agravar ou aliviar a fadiga.
Dietas restritivas, excesso de cafeína e longos períodos sem se alimentar aumentam o estresse metabólico, elevando ainda mais o cortisol.

O que priorizar:

  • Alimentos ricos em magnésio, zinco e vitamina C (abacate, castanhas, frutas cítricas, vegetais verdes);

  • Proteínas magras em todas as refeições;

  • Carboidratos complexos (aveia, arroz integral, batata, mandioca);

  • Hidratação adequada e sono regular.

Evite:

  • Café em excesso;

  • Açúcar refinado e ultraprocessados;

  • Jejuns prolongados e dietas de baixa caloria sem acompanhamento.

💡 Dica: pequenas refeições equilibradas ao longo do dia ajudam a estabilizar o cortisol e manter a energia constante.

Estratégias complementares

  • Pratique atividade física moderada, sem exageros;

  • Evite treino em jejum prolongado;

  • Inclua pausas reais durante o dia para relaxar;

  • Priorize sono reparador — o hormônio cortisol se regula à noite.

Fadiga adrenal não é frescura — é um alerta do corpo pedindo equilíbrio.

A alimentação é parte essencial dessa recuperação, ajudando a regular hormônios, restaurar energia e devolver vitalidade.

Com acompanhamento nutricional, é possível ajustar nutrientes, estabilizar o metabolismo e recuperar o ritmo de forma saudável e duradoura.

Referências científicas

  1. Sapolsky, R.M. (2022). Stress and the physiology of the adrenal axis. Annual Review of Neuroscience.

  2. Chrousos, G.P. (2021). The hypothalamic–pituitary–adrenal axis and stress response. Endocrine Reviews.

  3. Furlan, P.M. et al. (2020). Nutritional strategies to modulate cortisol and stress. Nutrition Reviews.

Escrito por Luana Diniz, nutricionista clínica esportiva. Confira mais dicas na coluna Nutrição em Pauta .

*COLUNA NUTRIÇÃO EM PAUTA / LUANA DINIZ NUTRICIONISTA – CRN7 16302

Nutricionista e atleta, formada pela Universidade Federal do Acre, pós-graduada em nutrição clínica esportiva. Trabalha com atendimento clínico nutricional em parceria com a loja de suplementos Be Strong Fitness e é colunista do ContilNet em assuntos sobre alimentação e sua correlação com saúde e bem-estar.

Instagram: @luanadiniznutricionista

Contato: (68) 99973-0101

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