Proibição de atestados médicos pelo prefeito “cura” superlotação em UPA

Decisão polêmica levanta suspeitas após sumiço repentino de pessoas que aguardavam atendimento na unidade de pronto atendimento

Decisão polêmica levanta suspeitas após sumiço repentino de pessoas que aguardavam atendimento na unidade de pronto atendimento/Foto: Reprodução

O prefeito João Rodrigues (PSD) surpreendeu os moradores de Chapecó (SC) ao anunciar uma medida drástica nas unidades de pronto atendimento do município: a suspensão dos atestados médicos emitidos sem real necessidade. A decisão foi tomada na terça-feira (4), após o prefeito divulgar um vídeo mostrando a UPA completamente lotada, com pacientes aguardando por atendimento em todos os corredores.

Decisão polêmica levanta suspeitas após sumiço repentino de pessoas que aguardavam atendimento na unidade de pronto atendimento/Foto: Reprodução

Menos de 24 horas depois, na quarta-feira (5), Rodrigues voltou às redes sociais com um novo vídeo — desta vez, mostrando o cenário oposto. O local que no dia anterior estava cheio agora aparecia praticamente vazio.

“Não vai ter mais atestado. Você só virá na UPA se estiver precisando de atendimento médico. Veja a diferença de ontem pra hoje”, afirmou o prefeito. Em seguida, o médico de plantão, Dr. Lazaret, confirmou: “Agora são 18h17 e não temos nenhum paciente aguardando atendimento. Todos os que passaram pela triagem já foram atendidos.”

Com tom de ironia, Rodrigues classificou o resultado como um “milagre”. “Dá uma olhadinha como estava e como está. Em nome de Jesus, todos foram curados”, disse, reforçando que a medida tinha como objetivo priorizar quem realmente necessita de atendimento de urgência.

Segundo ele, a nova diretriz cria o chamado “atestado consciente” — documento que só será emitido em casos de internação, observação clínica ou doença comprovada. “Queremos evitar que pessoas que não estão doentes ocupem o espaço de quem realmente precisa”, explicou.

Jornal Razão

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