Atendimentos médicos por sintomas de calor crescem 27% em SP neste ano

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O número de pacientes que buscaram atendimento médico nas unidades estaduais de saúde de São Paulo por causa do calor subiu 27,20% de janeiro a outubro deste ano quando comparado com o mesmo período de 2024. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde.

O que mostram os dados?

  • No dez primeiros meses do ano passado, foram registrados 827 atendimentos ambulatoriais de pacientes com sintomas de insolação e efeitos do calor.
  • Em 2025, segundo a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), 1.052 atendimentos foram realizados para os mesmos sintomas neste período.
  • Já o número de internações por causa do calor neste ano, por outro lado, representou apenas um terço do que foi registrado em 2024, caindo de 6 para 2 internações com este motivo.
  • A quantidade total de atendimentos ambulatoriais do ano passado, de 1.166 até dezembro, também não foi superada até o momento. O ano de 2024 foi, segundo a Organização Meteorológica Mundial, o mais quente da história.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde reforçou a necessidade da população redobrar os cuidados em dias de altas temperaturas, como os desta semana.

“Pessoas com mais de 60 anos, crianças com menos de 4 anos e pessoas com deficiências cognitivas são as mais afetadas. É fundamental manter a hidratação ingerindo, no mínimo, um litro e meio a dois litros de água por dia e evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, quando as temperaturas estão mais intensas”, diz a pasta.

A secretaria destaca ainda que sinais de sonolência, letargia, fraqueza, dores de cabeça persistentes e resistentes a analgésicos, tontura intensa, náusea, vômito e convulsões são “sinais de desidratação e excesso de temperatura corporal extremos que levam qualquer pessoa, de qualquer idade, a buscar assistência médica imediata”.

“Crianças pequenas podem apresentar outros sinais físicos, como leve depressão na região da moleira”, termina a nota.

A pasta ainda não contabilizou os impactos da onda de calor desta semana no sistema de saúde estadual.

Atendimentos médicos por sintomas de calor crescem 27% em SP neste ano - destaque galeria15 imagensMulheres tomam sorvete na Avenida Paulista, em São PauloMulheres se protegem do sol à sombra na Avenida Paulista, em São PauloTermômetro marca 35°C na Avenida Paulista, em São PauloVendedor ambulante na Avenida Paulista, em São PauloTermômetro marca 34°C na Avenida Paulista, em São PauloFechar modal.MetrópolesMulher se abana com leque na Avenida Paulista, em São Paulo1 de 15

Mulher se abana com leque na Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesMulheres tomam sorvete na Avenida Paulista, em São Paulo2 de 15

Mulheres tomam sorvete na Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesMulheres se protegem do sol à sombra na Avenida Paulista, em São Paulo3 de 15

Mulheres se protegem do sol à sombra na Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesTermômetro marca 35°C na Avenida Paulista, em São Paulo4 de 15

Termômetro marca 35°C na Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesVendedor ambulante na Avenida Paulista, em São Paulo5 de 15

Vendedor ambulante na Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesTermômetro marca 34°C na Avenida Paulista, em São Paulo6 de 15

Termômetro marca 34°C na Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesVendedor ambulante na Avenida Paulista, em São Paulo, em abril de 20247 de 15

Vendedor ambulante na Avenida Paulista, em São Paulo, em abril de 2024

William Cardoso/MetrópolesTermômetro marca 35°C na Avenida Paulista, em São Paulo8 de 15

Termômetro marca 35°C na Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesPedestres caminham pela Avenida Paulista, em São Paulo9 de 15

Pedestres caminham pela Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesTermômetro marca 34°C na Avenida Paulista, em São Paulo10 de 15

Termômetro marca 34°C na Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesGrupo de colegas de trabalho toma sorvete na Avenida Paulista, em São Paulo11 de 15

Grupo de colegas de trabalho toma sorvete na Avenida Paulista, em São Paulo

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Termômetro marca 34°C na Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclistas pedalam pela Avenida Paulista, em São Paulo13 de 15

Ciclistas pedalam pela Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesTermômetro marca 34°C na Avenida Paulista, em São Paulo14 de 15

Termômetro marca 34°C na Avenida Paulista, em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesTermômetro marca 39°C no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo15 de 15

Termômetro marca 39°C no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo

Thomaz Molina/Metrópoles

Capital paulista

Na capital paulista, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) afirmou ao Metrópoles que não foi registrado aumento no número de atendimentos em decorrência do calor da última semana.

Desde o início do mês, no entanto, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu nove chamados relacionados à exposição ao sol.

A pasta destaca que a insolação é a elevação anormal da temperatura corporal causada, principalmente, pela exposição excessiva ao calor ambiental, não devendo ser confundida com a febre, que está relacionada a processos inflamatórios ou infecciosos. Já a desidratação é um sinal clínico comum, que pode ser agravado pelo calor, mas também está associada a outras condições, como episódios de diarreia, vômitos e doenças renais.

“Em casos de sintomas como sede, dor de cabeça, vômito, sonolência, taquicardia, pressão baixa, confusão mental e perda de consciência, é fundamental procurar uma unidade de saúde”, diz a gestão Ricardo Nunes (MDB). A plataforma Busca Saúde (neste link) mostra os serviços de saúde mais próximos a você para procurar ajuda.