Melhores e piores adoçantes: o que escolher para não prejudicar a saúde

Nem todo adoçante é igual. Entenda os impactos metabólicos, intestinais e hormonais antes de escolher

O uso de adoçantes é comum entre pessoas que buscam reduzir açúcar, controlar peso ou melhorar exames metabólicos. No entanto, a ideia de que “todo adoçante é saudável” é um mito.
Existem opções mais seguras e outras que podem impactar negativamente o intestino, a glicemia, o apetite e até a relação com a comida.

Saber diferenciar os melhores dos piores é essencial para fazer escolhas conscientes.

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Os melhores adoçantes (uso preferencial)

1. Stevia (preferencialmente pura)

  • Origem natural (planta Stevia rebaudiana).

  • Não eleva glicemia nem insulina.

  • Boa opção para diabéticos e quem busca controle metabólico.

  • Atenção: evitar versões misturadas com maltodextrina.

2. Eritritol

  • Álcool de açúcar com baixíssimo impacto glicêmico.

  • Não fermenta no intestino como outros polióis.

  • Boa tolerância digestiva quando usado com moderação.

3. Xilitol (com cautela)

  • Menor impacto glicêmico que o açúcar.

  • Pode ajudar na saúde bucal.

  • Em excesso, pode causar gases e diarreia.

Adoçantes intermediários (uso ocasional)

4. Sucralose

  • Não calórica e muito usada.

  • Pode alterar microbiota intestinal quando usada com frequência.

  • Evitar aquecimento e uso diário prolongado.

Os piores adoçantes (evitar)

5. Aspartame

  • Associado a alterações neurológicas em indivíduos sensíveis.

  • Pode aumentar apetite e desejo por doce.

6. Sacarina e ciclamato

  • Relação com alterações da microbiota e possível inflamação intestinal.

  • Uso frequente não é recomendado.

7. Adoçantes com maltodextrina

  • Apesar de “zero açúcar”, elevam glicemia rapidamente.

  • Muito comuns em adoçantes de mesa em pó.

Impactos do adoçante no corpo

  • Podem confundir sinais de fome e saciedade.

  • Podem aumentar desejo por doce quando usados em excesso.

  • Influenciam a microbiota intestinal.

  • Não substituem a reeducação do paladar.

Quem deve ter mais atenção

  • Pessoas com intestino sensível (SII, gases, distensão).

  • Diabéticos.

  • Pessoas com compulsão alimentar.

  • Quem usa adoçantes várias vezes ao dia.

Mais importante do que trocar açúcar por adoçante é reduzir a necessidade do sabor doce no dia a dia.

Quando o paladar se adapta ao natural, o corpo responde melhor, com menos compulsão, mais equilíbrio glicêmico e mais saúde intestinal.

A orientação de um nutricionista é fundamental para escolher o adoçante mais adequado e ajustar a quantidade conforme sua rotina e objetivos.

Referências científicas

  1. Sylvetsky AC et al. Non-nutritive sweeteners and metabolic health. Curr Opin Clin Nutr Metab Care, 2020.

  2. Suez J et al. Artificial sweeteners induce glucose intolerance. Nature, 2014.

  3. Ruiz-Ojeda FJ et al. Effects of sweeteners on gut microbiota. Nutrients, 2019.

  4. Magnuson BA et al. Aspartame safety evaluation. Crit Rev Toxicol, 2007.

  5. Lobach AR et al. Non-caloric sweeteners and appetite regulation. Physiol Behav, 2019.

Luana Diniz / Clara Lis fotografia

*COLUNA NUTRIÇÃO EM PAUTA / LUANA DINIZ NUTRICIONISTA – CRN7 16302

Nutricionista e atleta, formada pela Universidade Federal do Acre, pós-graduada em nutrição clínica esportiva. Trabalha com atendimento clínico nutricional em parceria com a loja de suplementos Be Strong Fitness e é colunista do ContilNet em assuntos sobre alimentação e sua correlação com saúde e bem-estar.

Instagram: @luanadiniznutricionista

Contato: (68) 99973-0101

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