Enquanto o Brasil começa a registrar uma tendência de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o estado do Acre caminha na direção oposta. De acordo com o novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (22), o território acreano permanece em nível de risco, com sinais claros de crescimento nas internações a longo prazo.
Diferente da estabilidade vista em boa parte do país, o Acre enfrenta um aumento acelerado de hospitalizações impulsionado principalmente pelo vírus Influenza A. O impacto não se restringe a um grupo específico: o crescimento das internações atinge desde crianças pequenas até jovens, adultos e idosos.
O cenário local destoa do panorama nacional, onde as últimas seis semanas apontam para uma redução geral de casos. No Brasil, o rinovírus (33,2%) e o Sars-CoV-2 (19,3%) ainda predominam entre os casos positivos, mas no Acre e no Amazonas é a Influenza A que tem ditado o ritmo da crise sanitária atual.
Diante da gravidade da situação, a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, reforça a necessidade de medidas preventivas imediatas para a população acreana. As orientações incluem: uso de máscaras e imunização urgente.
“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário tomem a vacina o quanto antes”, alertou Portella, destacando que a proteção vacinal é a principal ferramenta para frear as hospitalizações.
Os dados epidemiológicos de 2026 revelam que, embora as crianças pequenas sejam as mais afetadas pela incidência de SRAG, a mortalidade continua sendo mais severa entre a população idosa.
Até o momento, o país já notificou 1.765 casos de SRAG este ano. Destes, cerca de 22,6% tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios, enquanto uma parcela significativa (34,8%) ainda aguarda processamento de resultados.

