A Prefeitura de Rio Branco iniciou, nesta quarta-feira (31), o retorno das famílias que estavam abrigadas em unidades públicas após a enxurrada registrada no dia (26), provocada pelo transbordamento de igarapés em diferentes regiões da capital. A ação envolve a desmobilização gradual de abrigos e o acompanhamento das famílias que começam a retornar às suas residências.
O processo é coordenado pela Defesa Civil Municipal e, neste primeiro momento, contempla apenas moradores atingidos por enxurradas causadas por igarapés. Dois abrigos começaram a ser desativados: a Escola Municipal Álvaro Rocha e a Escola Municipal Anice Dib Jatene. As famílias seguem recebendo assistência humanitária e orientações das equipes municipais para garantir um retorno seguro.

Segundo a Defesa Civil, desmobilização de abrigos ocorre de forma planejada e monitorada/ Foto: Val Fernandes
Durante entrevista para o ContilNet nesta quarta-feira (31), o coordenador da Defesa Civil Municipal, Coronel Falcão, explicou que a decisão de autorizar o retorno das famílias partiu diretamente da coordenação do órgão. Segundo ele, todas as famílias liberadas até o momento foram vítimas de enxurradas dos igarapés e não de cheias do Rio Acre.
De acordo com o coronel, antes da liberação, foi realizada uma vistoria técnica e uma análise criteriosa das áreas atingidas. Ele destacou que a decisão foi tomada com base na mínima segurança possível, reconhecendo que não existe risco zero. O coordenador afirmou que há, sim, a possibilidade de que famílias precisem ser retiradas novamente caso ocorra um novo evento extremo.

Famílias afetadas pela enxurrada recebem apoio no retorno às residências/Foto: Cedida
Outro ponto destacado foi a impossibilidade de manter famílias por tempo indeterminado em escolas públicas. O coordenador explicou que os igarapés podem transbordar inclusive em meses de estiagem, como junho ou agosto, o que inviabiliza a permanência prolongada dos abrigos quando há condições técnicas de retorno. Sobre as condições climáticas, o coronel informou que as previsões indicam chuvas de baixo volume nos próximos dias, o que não seria suficiente para provocar novos transbordamentos. No entanto, ele ponderou que não há como prever com exatidão eventos de chuvas intensas, que poderiam alterar o cenário rapidamente.
Segundo o coordenador, a decisão envolve riscos, mas trata-se de um risco calculado, baseado no monitoramento contínuo dos igarapés, nas previsões meteorológicas disponíveis e na necessidade de devolver as famílias às suas casas assim que houver condições mínimas de segurança. A Prefeitura de Rio Branco informou que seguirá acompanhando a situação de forma permanente e que as equipes permanecem em alerta para agir rapidamente caso seja necessário um novo deslocamento das famílias atingidas.
