Governo Lula inclui escolas indígenas do Acre no Novo PAC com investimentos milionários

No Acre, as duas escolas selecionadas serão reformadas para garantir uma infraestrutura moderna

Escola da aldeia Puyanawa teve sete alunos aprovados no vestibular indígena da UnB. Foto: Stalin Melo/SEE

O Governo do Brasil anunciou que duas escolas indígenas do Acre serão contempladas no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) voltado à educação. A medida, que integra o Eixo Educação, Ciência e Tecnologia, visa a construção e ampliação de 117 escolas indígenas em 17 estados, com o objetivo de criar ambientes de aprendizagem que respeitem as identidades culturais e os modos de vida dos povos originários.

Escola da aldeia Puyanawa teve sete alunos aprovados no vestibular indígena da UnB. Foto: Stalin Melo/SEE

A inclusão das unidades escolares acreanas está prevista na Resolução nº 12/2026, que também abrange a construção de cinco novos campi de institutos federais e investimentos significativos na infraestrutura de universidades e institutos federais em todo o país. A iniciativa é parte de um esforço mais amplo para fortalecer a educação escolar indígena no Brasil, em conformidade com a Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE) e com a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante direitos fundamentais aos povos indígenas e comunidades tradicionais.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a seleção das escolas a serem beneficiadas foi realizada com base em critérios técnicos, territoriais e populacionais, levando em consideração a identificação de lacunas de acesso à educação, a vulnerabilidade social das comunidades e o apoio das lideranças indígenas. A formalização das propostas será realizada por meio do sistema TransfereGov, com análise técnica do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e execução pela Caixa Econômica Federal.

No Acre, as duas escolas selecionadas serão reformadas para garantir uma infraestrutura moderna, com salas de aula adequadas e equipamentos escolares que atendam às necessidades específicas das comunidades indígenas. Para o governo federal, essa ação é um avanço fundamental para garantir o direito à educação para os povos originários, promovendo a inclusão e o respeito às suas tradições e culturas.

Além das escolas indígenas, o Novo PAC também prevê investimentos em educação superior, com a construção de novos campi e ampliação de estruturas em universidades federais. Ao todo, o programa contará com 377 obras e cerca de R$ 3,4 bilhões em investimentos no eixo de consolidação da educação, além de R$ 6,6 milhões destinados à expansão de infraestruturas educacionais.

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