Um caso de violência doméstica mobilizou as forças de segurança e causou comoção em Baldim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite desta quinta-feira (1º). Uma mulher de 61 anos foi encontrada morta dentro da própria casa, e o principal suspeito do crime é o marido, de 72 anos.
A Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada após familiares estranharem mensagens enviadas em um grupo de WhatsApp da família. O conteúdo, considerado incomum, indicava a localização de um terceiro envolvido e levantou preocupação imediata, levando um dos irmãos da vítima a procurar a residência do casal.

Celular da vítima e mensagens enviadas após o crime são analisados pela polícia/Foto: Reprodução
Ao chegar ao local, o familiar encontrou o suspeito já sem sinais vitais. Durante a verificação do imóvel, a mulher foi localizada em um dos cômodos da casa, também sem vida. A perícia foi acionada e isolou a área para os trabalhos técnicos.
De acordo com relatos repassados aos policiais, o casal enfrentava um período de tensão nas semanas anteriores ao ocorrido. Familiares informaram que a vítima havia confessado uma traição recente, mas demonstrava interesse em manter o relacionamento. O marido, segundo essas informações, teria afirmado inicialmente que perdoaria a situação.
Durante a apuração, os militares identificaram no celular da vítima uma imagem registrada após o crime, que teria sido enviada a um homem apontado como o suposto amante. A mensagem atribuída ao marido tentava responsabilizar esse terceiro pelo ocorrido, o que passou a integrar as linhas de investigação.
No imóvel, a perícia localizou um objeto que pode ter sido utilizado na ação criminosa. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que, após matar a esposa, o homem tenha tirado a própria vida. No entanto, as circunstâncias ainda estão sendo analisadas. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica dos fatos e confirmar oficialmente as causas das mortes.
