PT quer Marina e Haddad disputando o Senado por São Paulo em uma chapa puro-sangue

Partido arma chapa Haddad-Marina em SP, vê chance real de eleger dois senadores e redesenha alianças para 2026

A movimentação do PT para 2026 em São Paulo revela uma estratégia direta e sem rodeios. A ideia em discussão no partido é montar uma chapa puro sangue para o Senado, com Fernando Haddad e Marina Silva disputando, juntos, as duas vagas em jogo.

Fernando Haddad e Marina Silva/Foto: Reprodução

Para isso, Marina deve deixar a Rede Sustentabilidade, legenda que ajudou a fundar, e retornar ao Partido dos Trabalhadores. A saída ocorre após o racha interno com Heloísa Helena, cujo grupo hoje comanda a estrutura nacional da Rede. O plano petista prevê Marina concorrendo ao Senado por São Paulo, estado onde construiu parte importante de sua trajetória política e pelo qual já foi eleita deputada federal.

A engenharia eleitoral inclui outro movimento. Com Haddad e Marina na disputa pelo Senado, o PT tende a apoiar Márcio França, do Partido Socialista Brasileiro, para o governo paulista. A lógica é ampliar alianças no Executivo estadual enquanto concentra forças nas duas cadeiras do Senado.

Os números ajudam a explicar o otimismo. Nas pesquisas mais recentes do Real Big Data, Marina aparece entre os nomes mais citados para o Senado em São Paulo. Mesmo sem candidatura oficialmente lançada, ela registra 12% das intenções de voto em dois dos quatro cenários testados, tecnicamente empatada com figuras de peso, como o próprio Haddad e Guilherme Derrite, do Progressistas.

Esse desempenho sustenta a avaliação interna de que há chances reais de o PT eleger os dois senadores em São Paulo. O objetivo dialoga diretamente com o interesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trabalha para ampliar a base governista no Congresso e, especialmente, no Senado.

Haddad anuncia saída

Outro assunto circulou com força nos últimos dias em Brasília. Fernando Haddad afirmou que deve deixar o Ministério da Fazenda ainda neste mês e já indicou seu substituto, o atual secretário-executivo Dario Durigan. Com isso, perde sustentação o boato que apontava Jorge Viana, hoje à frente da ApexBrasil, como possível nome para a pasta. A especulação incluía, inclusive, uma desistência de Viana da disputa pelo Senado no Acre, cenário que deixa de existir diante da indicação formal de Durigan para comandar a Fazenda.

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