Suzane von Richthofen causou tumulto no 27º Distrito Policial (Campo Belo), na zona sul de São Paulo, no último sábado (10/1), ao reivindicar a liberação do corpo do tio materno, o médico Miguel Abdalla Neto, de 76 anos. O corpo havia sido encontrado morto um dia antes, na residência do médico, localizada na mesma região da capital paulista.
Segundo uma fonte policial ouvida pela reportagem, a documentação necessária para a liberação do corpo já havia sido iniciada por uma prima do médico. Ainda assim, Suzane tentou assumir a condução dos trâmites, alegando ter parentesco direto que lhe daria prioridade no procedimento. A movimentação provocou atraso na finalização da papelada.
Os policiais de plantão se surpreenderam ao reconhecer Suzane, que se apresentou utilizando seu nome atual, Suzane Louise Magnani Muniz — adotado após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem teve um filho.

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De acordo com o relato, além da ida à delegacia, Suzane também esteve no Instituto Médico Legal (IML), onde tentou, sem sucesso, liberar o corpo do tio. Miguel Abdalla havia sido tutor de Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane, e também atuou como inventariante do espólio de Marísia e Manfred von Richthofen, assassinados em 2002.
Morte registrada como suspeita
Apesar de não haver sinais aparentes de violência ou indícios claros de crime, o boletim de ocorrência foi registrado como morte suspeita. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do óbito de Miguel Abdalla, encontrado na Rua Baronesa de Bela Vista, no bairro Vila Congonhas.
Segundo a apuração, um vizinho decidiu olhar o interior da residência com o auxílio de uma escada após o médico ficar cerca de dois dias sem dar notícias. A Polícia Militar informou inicialmente que a morte teria sido natural e que não havia sinais de arrombamento no imóvel.
No sábado (10/1), o muro da casa amanheceu pichado com a frase: “Será que foi a Suzane?”. A inscrição foi apagada nesta segunda-feira (12/1) por um profissional que preferiu não se identificar.
Quem era Miguel Abdalla
Miguel Abdalla era médico, tio materno de Suzane e tutor legal de Andreas von Richthofen após o assassinato dos pais dos irmãos. Ele também foi inventariante dos bens do casal até julho de 2005, quando Andreas completou 18 anos e assumiu a função.
Na época, Suzane chegou a solicitar judicialmente o afastamento do tio, alegando suposta sonegação de bens do espólio. Em 2006, Abdalla acionou a Justiça após relatar que Suzane teria sido vista rondando a casa onde ele morava com Andreas e a mãe, o que motivou um pedido de prisão preventiva por parte do Ministério Público de São Paulo.
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. Desde janeiro de 2023, ela cumpre a pena em regime aberto.
Fonte: Metrópoles
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