Na manhã desta segunda-feira (16), a Polícia Militar prendeu o advogado A. V. de A. N. no Motel Classic, em Rio Branco, sob suspeita de estupro, ameaça e cárcere privado contra o jovem peruano T. E. F. V., de 18 anos. O ContilNet teve acesso com exclusividade ao Boletim de Ocorrência (BO).
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A ocorrência, que mobilizou diversas viaturas do 1º Batalhão após uma falsa denúncia de assalto feita pelo próprio suspeito, culminou no arrombamento da porta de um banheiro onde a vítima era mantida presa sob forte abalo emocional.
De acordo com o boletim de ocorrência, a guarnição da RP 103 foi acionada via COPOM por volta das 08h17 para verificar um suposto roubo em andamento com reféns. No local, o gerente do estabelecimento informou que não havia movimentação estranha, mas ressaltou que os ocupantes do apartamento nº 06 não atendiam às chamadas.
Ao chegarem ao quarto, os policiais encontraram a porta principal aberta e a do banheiro trancada por dentro. Após tentativas verbais sem êxito e diante do risco à integridade dos envolvidos, a equipe forçou a entrada e encontrou A. V. de A. N. tentando bloquear o acesso, enquanto T. E. F. V. estava escondido atrás do box, chorando e em estado de pânico.
Aos policiais, a vítima relatou que conheceu o homem pelo aplicativo Grindr e que o encontro deveria servir apenas para o consumo de bebidas. No entanto, ao chegar ao motel, o jovem afirmou ter sido forçado a manter relações sexuais e sofrido toques indesejados em suas partes íntimas contra sua vontade. Ele tentou se refugiar no banheiro, mas foi seguido pelo agressor, que o manteve trancado e proferiu ameaças de morte, alegando possuir grande influência na cidade para intimidá-lo.
O suspeito, que apresentava sinais visíveis de embriaguez, fala desconexa e possível uso de substâncias psicoativas, de acordo com o BO, negou a violência e alegou ter se trancado por medo de ser morto, confirmando que ele próprio forjou a ligação de emergência relatando o roubo.
No quarto, foram apreendidos diversos objetos pertencentes a A. V. de A. N., como um iPhone 16, uma garrafa de uísque aberta, um relógio prateado e cartelas de medicamentos.
Diante da gravidade dos fatos e do desejo da vítima em representar criminalmente, o homem foi algemado e conduzido à Delegacia Central de Flagrantes para os procedimentos cabíveis.

