Trinta anos após a morte dos integrantes do Mamonas Assassinas, familiares dos músicos anunciaram uma iniciativa que pretende transformar a memória do grupo em um legado simbólico ligado à natureza. A proposta prevê a utilização de parte das cinzas dos artistas no plantio de árvores como forma de homenagem permanente.
O projeto será implantado no BioParque Cemitério, em Guarulhos, município onde a banda foi criada. No local, será estruturado um espaço memorial que unirá tributo afetivo e preservação ambiental, com o plantio de cinco espécies nativas acompanhadas por especialistas.
De acordo com os responsáveis pela iniciativa, a ideia é associar lembrança e continuidade, permitindo que a homenagem se desenvolva de forma viva ao longo dos anos. As cinzas serão incorporadas às sementes das árvores, criando uma representação de renovação a partir da história dos músicos.
O espaço receberá o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas e seguirá um conceito que integra sustentabilidade, respeito às famílias e valorização da trajetória artística do grupo, que marcou a década de 1990 com humor irreverente e enorme sucesso popular.
A tragédia que interrompeu a carreira da banda ocorreu em março de 1996, após um show realizado em Brasília. No retorno, a aeronave que transportava os músicos caiu na Serra da Cantareira, causando a morte de todos os ocupantes e provocando forte comoção nacional.
Com o novo memorial, familiares afirmam que o objetivo é ressignificar a despedida, transformando a lembrança dos artistas em um símbolo de permanência, crescimento e conexão com o meio ambiente.
