Câmara de Rio Branco firma contrato de quase R$ 920 mil para agenciamento de viagens; saiba mais

Joabe Lira, que informou que o contrato é destinado principalmente às viagens dos parlamentares em compromissos oficiais

Segundo o documento, o contrato tem vigência de um ano
Segundo o documento, o contrato tem vigência de um ano | Foto: ContilNet

A Câmara Municipal de Rio Branco publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (11), o extrato de um contrato para prestação de serviços de agenciamento de viagens. O acordo foi firmado com a empresa SENDPAX Viagens LTDA.

Segundo o documento, o contrato tem vigência de um ano, começando em 10 de fevereiro de 2026 e seguindo até 10 de fevereiro de 2027, com valor previsto de R$ 918.942,04.

O ContilNet entrou em contato com o presidente da Mesa Diretora, vereador Joabe Lira, que informou que o contrato é destinado principalmente às viagens dos parlamentares em compromissos oficiais. Ele explicou que o valor total é uma estimativa máxima e não significa que todo o recurso será necessariamente utilizado.

“Esse extrato é referente às viagens dos parlamentares. Se for preciso fazer alguma viagem adicional, nós tenhamos um contrato vigente, mas não necessariamente vamos usar todo esse valor. São viagens institucionais”, afirmou.

O contrato foi assinado no dia 3 de fevereiro de 2026, em Rio Branco, e está vinculado a um processo administrativo e a uma adesão a ata de registro de preços da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

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A discussão sobre a redução de salários no alto escalão da Prefeitura de Rio Branco ganhou um novo contorno na Câmara Municipal. Após o prefeito Tião Bocalom alegar que o orçamento está “sufocado” e promover o corte das emendas parlamentares, vereadores passaram a defender ajustes em despesas como salários de secretários. No entanto, a própria Câmara agora admite que qualquer mudança nesse sentido não pode ser aplicada de forma imediata.

O vereador Aiache explicou que, apesar da proposta ter sido debatida e aprovada conceitualmente, a legislação impede sua execução agora. “Com consultoria jurídica, percebemos que só pode ser executado na próxima legislatura. Então, lá em 2029”, afirmou. Segundo ele, a ideia era tornar os salários “compatíveis”, permitindo economia para investimentos em obras, plano de carreira dos servidores e redução do impacto fiscal. “Para imediato, não conseguimos resolver”, reconheceu.

A fala representa uma inflexão no debate iniciado após a redução das emendas parlamentares, quando parte dos vereadores reagiu cobrando que o aperto fiscal também atingisse o primeiro escalão do Executivo. Questionado sobre a possibilidade de a pauta voltar à Câmara ainda neste mandato, Aiache foi direto: “Não tem essa previsão”.

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