“Pai, vem me buscar”, disse mulher uma semana antes de morrer

Mãe da policial militar revela relacionamento abusivo e controle excessivo do marido, um tenente-coronel; caso é investigado como morte suspeita

Reprodução/Instagram

O caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ganhou contornos dramáticos após o depoimento de sua família à Polícia Civil de São Paulo. Encontrada morta com um tiro na cabeça na última quarta-feira (18/2), no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, Gisele teria dado sinais claros de socorro dias antes do ocorrido.

Segundo Marinalva Vieira, mãe da vítima, Gisele vivia sob pressão psicológica constante e tentava colocar um fim no casamento. Em uma ligação desesperada na sexta-feira (13/2), a policial chorou ao telefone e implorou: “Pai, vem me buscar”.

Relatos de Comportamento Abusivo

O depoimento da família descreve um cenário de controle rigoroso imposto pelo oficial da PM. Gisele Alves Santana seria alvo de proibições que afetavam sua liberdade individual e autoestima no dia a dia.

  • Proibições: Segundo a mãe, Gisele era impedida pelo marido de usar batom, perfumes e sapatos de salto alto.

  • Chantagem Emocional: Em tentativas anteriores de separação, o tenente-coronel teria enviado fotos com uma arma apontada para a própria cabeça para impedir que ela saísse de casa.

  • A Arma do Crime: O disparo que vitimou a policial partiu de uma arma pertencente ao próprio companheiro.

Investigação e Dúvidas sobre o Suicídio

Embora a ocorrência tenha sido registrada inicialmente como suicídio, a Polícia Civil levantou “dúvidas razoáveis” e agora trata o episódio como morte suspeita. A perícia técnica trabalha para determinar a trajetória do disparo e se houve luta corporal no imóvel localizado no Brás, centro de São Paulo.

Detalhes do Caso Informações Confirmadas
Vítima Gisele Alves Santana (PM, 32 anos)
Marido Geraldo Leite Rosa Neto (Tenente-Coronel)
Local Brás, São Paulo (SP)
Status Jurídico Morte Suspeita em investigação

O sepultamento de Gisele ocorreu nesta sexta-feira (20/2), em Suzano, sob forte clima de revolta e pedidos de justiça por parte de familiares e colegas de farda. O caso reforça o debate sobre a violência doméstica dentro das instituições de segurança e a importância de redes de apoio para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Fonte: Metrópoles

Redigido por: ContilNet

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