Uma cena de horror chocou as autoridades de Goiás nesta semana. Um idoso, identificado como Orlando, morreu dentro de uma clínica clandestina em condições desumanas. O corpo foi abandonado por um funcionário do estabelecimento em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde a equipe médica constatou que o óbito havia ocorrido há várias horas, dado o estado de rigidez do cadáver.
A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada e, após localizar a família da vítima, chegou ao endereço do estabelecimento. No local, os agentes confirmaram que a clínica clandestina operava em situação totalmente insalubre. Os parentes de Orlando revelaram que pagavam R$ 1 mil mensais pela internação, acreditando que ele recebia os cuidados necessários.

Reprodução / GCM
Alimentos estragados e maus-tratos
Durante a inspeção policial, o cenário encontrado foi degradante. Além da morte de Orlando, outros 17 pacientes foram localizados vivendo em condições precárias. No congelador do local, os agentes encontraram carnes estragadas e alimentos armazenados de forma irregular, totalmente impróprios para o consumo humano.
“A GCM constatou que os alimentos estavam armazenados de forma irregular e que os idosos eram mantidos em condições de higiene insalubres”, informaram os agentes responsáveis pela ocorrência.
Prisões e investigação
O proprietário da clínica clandestina e o funcionário que abandonou o corpo na UPA foram detidos em flagrante. Até o momento, não há informações sobre a regularidade do alvará de funcionamento do local, o que reforça a suspeita de operação ilegal.
Os envolvidos foram encaminhados à Polícia Civil de Goiás, que investigará as causas exatas da morte de Orlando e a responsabilidade dos gestores pela situação de abandono e maus-tratos dos demais pacientes. O caso levanta um alerta sobre a fiscalização de casas de repouso e centros de acolhimento no estado.
Fonte: Metrópoles
Redigido por: ContilNet
