Um policial civil de 52 anos foi preso preventivamente neste domingo (1º/2), suspeito de estuprar uma mulher que estava presa dentro da própria delegacia onde ele trabalhava, no município de Sorriso, a cerca de 420 quilômetros de Cuiabá. O investigado é Manoel Batista da Silva, investigador da Polícia Judiciária Civil desde 2001, com salário aproximado de R$ 22 mil.
O caso passou a ser apurado imediatamente após a detenta denunciar que havia sido vítima de violência sexual enquanto estava sob custódia do Estado. Diante da gravidade da acusação, foi instaurado inquérito policial, e o Núcleo de Atendimento à Mulher, Adolescente e Criança assumiu as diligências.
A vítima foi ouvida, e houve coleta de material genético, posteriormente confrontado com o DNA de todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime. O exame pericial apresentou resultado conclusivo.

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Segundo a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, o laudo apontou compatibilidade genética entre o material coletado da vítima e um servidor da delegacia. “Nesse exame, nós fizemos o confronto do material genético encontrado com o de todos os policiais que estavam de plantão naquele dia e, infelizmente, um deles testou positivo. O resultado foi que ele era contribuinte, tinha DNA masculino naquele material coletado da vítima”, afirmou.
Com a conclusão do laudo, finalizado na sexta-feira (30), a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado e por mandado de busca e apreensão. A Justiça acatou o pedido, e equipes da própria corporação cumpriram a ordem judicial na residência do servidor, no bairro Jardim Aurora.
Durante a ação, foram recolhidos pertences funcionais do policial, como arma de fogo, munições e algemas. Ele foi encaminhado à unidade policial e permanecerá à disposição da Justiça, devendo passar por audiência de custódia.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil acompanha o caso e aguarda o envio formal dos autos para adoção das medidas administrativas cabíveis. Em nota, a instituição afirmou que não tolera desvios de conduta e que crimes praticados por servidores serão apurados com rigor.
“É muito triste para nós enquanto instituição. Sabemos que isso mancha a imagem da nossa polícia. Mas ninguém vai passar pano. Qualquer conduta ilegal será investigada e, constatados os fatos, vamos cortar o mal pela raiz”, declarou a delegada responsável.
A Polícia Civil reforçou que a atuação transparente e a responsabilização de seus integrantes fazem parte do compromisso institucional com a legalidade, a dignidade das vítimas e o respeito aos direitos humanos, especialmente de pessoas sob custódia do Estado.
Fonte: Metrópoles
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