Presidente da Acisa no Acre alerta: fim da escala 6×1 pode gerar desemprego e alta nos preços

Ela também avaliou que a mudança pode resultar em aumento de preços ao consumidor

De acordo com a presidente, empresários teriam que contratar novos funcionários para cobrir jornadas ou investir em mecanização
De acordo com a presidente, empresários teriam que contratar novos funcionários para cobrir jornadas ou investir em mecanização | Foto: ContilNet/Orna

A presidente da Acisa, Patrícia Dossa, afirmou que a proposta que prevê mudanças na escala de trabalho 6×1 precisa ser analisada com cautela para evitar impactos negativos na economia e no mercado de trabalho. A declaração foi feita durante entrevista ao ContilNet, na transmissão da quarta noite de Carnaval, nesta segunda-feira (16).

Segundo ela, a entidade defende diálogo antes de qualquer decisão. Patrícia disse que a eventual aprovação da medida, que está em discussão no Congresso Nacional, pode obrigar empresas a rever estruturas e custos.

De acordo com a presidente, empresários teriam que contratar novos funcionários para cobrir jornadas ou investir em mecanização, o que, na avaliação dela, pode gerar demissões no futuro.

“Vai ter reflexo lá na frente. O empresário vai ter que dar um jeito. Ou contrata outras pessoas ou mecaniza, e isso pode levar ao desemprego, porque muitas empresas vão substituir pessoas por máquinas”, afirmou.

Ela também avaliou que a mudança pode resultar em aumento de preços ao consumidor, já que empresas teriam mais custos operacionais. “Outras vão encarecer os produtos, porque vão precisar colocar mais pessoas para cumprir horários. No final, fica mais caro para todo mundo”, disse.

Apesar das preocupações econômicas, Patrícia reconheceu que a jornada atual é desgastante para os trabalhadores e destacou o avanço de problemas de saúde mental relacionados ao excesso de trabalho.

“A gente sabe que é exaustivo e que muitas pessoas estão adoecendo. Quem não quer ter mais folga? Mas precisa ser muito bem pensado para não criar um problema maior depois”, declarou.

Ela também mencionou a preocupação prática de empresários caso a proposta seja aprovada. “Eu particularmente já fico preocupada, porque, se for aprovado, vou precisar substituir pessoas que não estarão trabalhando”, concluiu.

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