Se as tratativas que já estão em andamento entre o PL e o Republicanos se concretizarem em prol da candidatura do senador Alan Rick ao Governo em 2026, já teremos no grupo da direita bolsonarista uma chapa para a disputa ao Senado formada.
Os dois nomes são os da ex-deputada federal Mara Rocha (Republicanos) e do atual senador Márcio Bittar (PL), que busca a reeleição.
Fontes ligadas aos dois partidos afirmaram ao ContilNet que as conversas avançam em direção a essa aliança, numa articulação que está sendo feita pelo próprio Alan, Bittar e pelo presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.
Bocalom sem o PL
Se isso acontecer, a pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom pelo PL será descartada. Caso queira seguir com o projeto, ele terá que buscar outra sigla. O PSDB está entre as opções cotadas.
Em entrevista ao ContilNet durante as noites de carnaval, o prefeito declarou que não é impossível ingressar na sigla, já que disputou várias eleições por ela, destacando o número 45 como parte de sua história política.
PSDB ganha muito
Interessado em eleger uma boa chapa em 2026, o PSDB, que já se tornou um partido nanico por ter perdido expressividade, ganha muito se conseguir trazer o “velho Boca” de volta ao seu quadro. Nossa reportagem apurou que há uma grande mobilização dentro do partido para isso.
Bittar perde
Assim como Bocalom pode perder um partido com muitos recursos e grandes nomes, o senador Márcio Bittar também deve enfrentar grandes baixas se decidir apoiar Alan. Ele perderá o apoio da maior prefeitura do Acre (a de Bocalom, em especial) e do governador Gladson Cameli (primeiro colocado nas pesquisas), que ainda espera que Bittar declare apoio à vice-governadora Mailza — uma possibilidade que se torna cada vez mais distante, dados os atuais conchavos e discussões.
Bittar e Mara
Por outro lado, Bittar ganha se formar essa dobradinha com Mara. Os dois buscarão votos do agronegócio e do setor empresarial, que é majoritariamente bolsonarista. Se pensarmos bem, a nível ideológico e partidário, essa será a chapa mais alinhada a Bolsonaro em comparação com as demais.
No entanto, é preciso dialogar com o público. O agro e a classe empresarial não representam a totalidade do eleitorado, apesar do peso considerável. Vamos ver como o eleitor entenderá essa situação.
Do lado de lá, é Jéssica Sales ou Eduardo Velloso?
Se Bittar deixar o grupo de Gladson, a segunda vaga ao Senado será disputada por dois nomes: Jéssica Sales (MDB) e Eduardo Velloso (MDB), sendo o Governo mais inclinado a apoiar a ex-deputada federal, devido ao acordo feito com o partido.
Velloso não agrega tanto
Uma fonte palaciana comentou à nossa reportagem que o nome de Velloso como segundo na chapa do Senado não traria tanto valor para Mailza, já que ele já faz parte do grupo. O médico pertence ao União Brasil, que já tem uma federação com o PP.
Entretanto, Velloso está empenhado em conquistar o apoio de Gladson e Mailza. Ele até se reuniu com a vice-governadora para consolidar seu projeto. Nada está definido.
Decisão de Bittar e do PL dará forma a essa confusão
A decisão de Bittar e do PL dará uma forma mais clara a essa confusão, sendo a definição da chapa para o Senado o próximo desafio a ser enfrentado pelo Governo.


